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MP pede informações sobre horas extras na Câmara

Após denúncias dos vereadores Felipe Passos (PSDB) e Magno Zanellato (PDT), Ministério Público pediu uma série de informações ao Legislativo.

Promotora do MP deu 10 dias úteis para que Legislativo encaminhe dados
Promotora do MP deu 10 dias úteis para que Legislativo encaminhe dados -

Da Redação

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Após denúncias dos vereadores Felipe Passos (PSDB) e Magno Zanellato (PDT), Ministério Público pediu uma série de informações ao Legislativo.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) enviou um ofício à Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) pedindo informações à Presidência do Legislativo - o pedido de informações diz respeito a realização de horas extras por servidores. O MP passou a apurar a situação depois que os vereadores Felipe Passos (PSDB) e Magno Zanellato (PDT) denunciaram o caso.

No ofício 056/2019, enviado no último dia 31 de janeiro, a promotora Aysha Sella Claro de Oliveira dá 10 dias úteis ao Legislativo para que sejam enviadas ao MP a cópia de uma portaria da Câmara e também de um eventual acordo coletivo entre a Casa de Leis e o Sindicato Municipal de Servidores. A promotora faz parte de um grupo do MP especializado em investigações sobre patrimônio público e combate à improbidade administrativa.

Durante 2018, Felipe e Magno apontaram para uma série de supostas irregularidades na realização de horas extras por parte de servidores. Na época, os parlamentares questionavam o valor exato que era gasto com esse tipo de pagamento. "Notamos que a situação estava fora do que poderíamos considerar normal e levamos o caso à frente", explica Felipe Passos.

A estimativa dos vereadores é de que, apenas entre 2017 e 2018, o valor gasto em horas extras passasse da casa dos R$ 1 milhão. “Não podemos tolerar o mau uso do dinheiro público. Uma das funções dos vereadores é a fiscalização, então acredito que seja imprescindível que a Câmara sirva de exemplo e mostre que está dentro da normalidade em relação às horas extras”, declara Felipe.

Mudança na presidência

Desde que foi eleito para o cargo de presidente do Legislativo, o vereador Daniel Milla (PV) declarou a proibição da realização de horas extras no Legislativo sem expressa determinação dos superiores. A medida de austeridade foi elogiada por Felipe Passos e Magno Zanellato.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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