Sandro Alex revela possibilidade de federalizar rodovias estaduais
Paraná ainda tenta renovação do convênio de delegação das rodovias federais, mas já trabalha com hipótese contrária. Governo tem agenda em Brasília nesta quarta (30).

Paraná ainda tenta renovação do convênio de delegação das rodovias federais, mas já trabalha com hipótese contrária. Governo tem agenda em Brasília nesta quarta (30).
O secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, revelou que o Paraná trabalha com a possibilidade de federalizar as rodovias estaduais do chamado ‘Anel de Integração’. A hipótese deve virar realidade caso a União não aceite renovar o convênio de delegação das rodovias federais paranaenses, que vence em 2021.
Nesta quarta-feira (30) uma comitiva do governo do Estado – incluindo Sandro e o governador Ratinho Junior (PSD) – cumpre agenda em Brasília. Dentre várias reuniões com ministros de Jair Bolsonaro (PSL), o grupo tenta uma conversa com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Um dos assuntos é justamente a renovação do contrato.
Sandro Alex afirmou que a União pretende retomar a administração das rodovias federais, cedidas ao Estado em maio de 1996 através de um contrato com duração de 25 anos. O governo paranaense tentará convencer a manutenção do convênio, mas Sandro afirma que, neste momento, a possibilidade de que a administração das rodovias retornem à Brasília é maior do que a chance de que ela fique com o Estado.
“O governo federal quer manter com ele. Se mantiver, temos que ter uma discussão de que as nossas sejam federalizadas”, revelou o secretário. Sandro acredita que a administração de rodovias federais e estaduais do Anel de Integração em uma única frente de poder é mais vantajoso para um novo processo de licitação. Isso porque, com mais rodovias em um único ‘pacote’, mais empresas se tornariam interessadas pela concessão e aumentaria a concorrência no processo. “Ou eles entregam pra gente ou eles levam as nossas”, disse.
O Anel de Integração é composto atualmente de 2,5 mil quilômetros de rodovias pedagiadas, das quais 1,8 mil km são federais e só 587 km são de estradas estaduais. Além da extensão menor, as rodovias do governo do Estado não estão interligadas e são ‘secundárias’, ao contrário das federais, que se integram e são responsáveis pelo maior fluxo de veículos. A região dos Campos Gerais tem a PR-151 entre as paranaenses concessionadas. A administração é da CCR RodoNorte.
Contrato de concessão encerra em 2021
A delegação das rodovias federais é um dos pontos-chave para definir o novo contrato de concessão das rodovias do Anel de Integração. O acordo atual, com as seis concessionárias responsáveis pela administração das rodovias, se encerra em setembro de 2021. Até lá, no entanto, o governo do Estado precisa definir o que irá fazer com as estradas – seja assumir a administração, renovar a concessão ou abrir um novo processo licitatório. No momento, a terceira opção é a mais cotada. Algumas das concessionárias atuais já garantiram não ter interesse em administrar somente rodovias estaduais ou federais.





















