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Acusado de feminicídio vai a júri popular nesta quinta

Homem suspeito de matar estudante de Direito com tacadas de beisebol será julgado no Fórum de Ponta Grossa

Anderson (esq.) é acusado de matar a ex-companheira Juliana (dir.)
Anderson (esq.) é acusado de matar a ex-companheira Juliana (dir.) -

João Vitor Rezende

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Homem suspeito de matar estudante de Direito com tacadas de beisebol será julgado no Fórum de Ponta Grossa

Acusado de feminicídio contra a estudante de Direito, Juliana Silveira Nunes, Anderson Barboza de Paula vai a júri popular nesta quinta-feira (31). A sessão acontece a partir das 8h30 na sala do Tribunal do Júri do Fórum de Ponta Grossa, sem previsão do término. O advogado Angelo Pilatti Junior vai atuar como assistente de acusação do Ministério Público.

O caso aconteceu no dia 27 de julho de 2017 e ganhou repercussão a nível nacional pelos requintes de crueldade marcados no crime. Anderson foi apontado como responsável por um homicídio contra a estudante de Direito, Juliana Silveira Nunes, no Bar Copacabana na Rua Rio de Janeiro no bairro da Nova Rússia. 

Como foi denunciado pela Promotora de Justiça Fernanda Basso Silverio, o acusado teria, após discussão com a companheira, desferido vários golpes com um taco de beisebol, além de estrangular a mesma, com uma corda. O rosto da jovem foi desfigurado com os golpes. A Polícia Militar foi acionada por denúncia anônima pelo 190 e encontrou o lugar trancado. Assim que conseguiram abrir a porta, viram a mulher já sem vida, com ferimentos na cabeça e muito sangue no local. Em um caderno que estava no estabelecimento foram encontrados três bilhetes do homem explicando e justificando o assassinato, indicando que o homicídio foi motivado por ciúmes. Após o crime, Anderson fugiu com o veículo da vítima, para Foz do Iguaçu, onde pretendia esconder-se no Paraguai, quando foi preso pela Polícia. 

Ao ser denunciado por crime hediondo, (homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, e usando de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), e mais feminicídio (crime contra mulher), o acusado tentou requerer a revogação de sua prisão, o que foi negado pela juíza do processo.

Defesa teve recurso negado

Em novembro de 2018, o Tribunal de Justiça do Paraná indeferiu recurso pedido pela defesa de Anderson Barboza de Paula, julgado por crime de feminicídio em julho de 2018 em Ponta Grossa. Neste momento, o Juiz da Primeira Vara Criminal e do Tribunal do Júri do município estão com o caso e devem determinar em breve a data para o julgamento do acusado. A defesa do suspeito levado à julgamento apresentaram recurso objetivando a isenção da qualificadora do motivo torpe (vingança). Entretanto, o TJ do Estado, pela sua Primeira Câmara Criminal, negou a ação por unanimidade.

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