Sandro Alex e UEPG estudam parceria para estruturar IML
Proposta é aliar professores e acadêmicos da área de Saúde – como Medicina – nos serviços realizados pelo instituto. Pastas do Governo do Estado destinariam R$ 6,5 milhões.

Proposta é aliar professores e acadêmicos da área de Saúde – como Medicina – nos serviços realizados pelo instituto. Pastas do Governo do Estado destinariam R$ 6,5 milhões.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estuda a possibilidade de assumir parte da estrutura do Instituto Médico-Legal (IML) para solucionar os problemas de atendimento no local. Na próxima semana, uma comitiva da instituição se reúne com representantes do governo do Estado para costurar a parceria.
Reitor da instituição, Miguel Sanches Neto revelou que a UEPG está viabilizando um projeto para apresentar nos próximos dias ao Estado. A ideia é mostrar os estudos para o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, ao próprio governador Ratinho Junior (PSD) e ao secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. Sandro, inclusive, é um dos parceiro da universidade na viabilização da proposta, já que parte da verba para a construção de um novo espaço viria da pasta comandada por ele, através do Paraná Edificações (Pred).
A proposta, de acordo com Sanches Neto, é construir uma área onde seria realizado o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e um espaço para estudos de anatomia. Assim, a UEPG auxilia no processo com professores e acadêmicos dos cursos de Saúde, principalmente Medicina.
O reitor informou que já existe uma destinação de verba do governo do Estado para o SVO, no valor de R$ 5 milhões, mas que está ‘perdida’ no orçamento do Estado. Isso porque o valor é destinado diretamente ao IML, que não pode usá-lo porque funciona atualmente em uma estrutura improvisada ao lado do Hospital Universitário.
“Temos condição de fazer [O SVO] de forma conjugada com um prédio de anatomia, de forma que alunos e professores da UEPG trabalhassem em consonância com o IML. Seria mais um campo de ensino para o aluno aprender”, explicou o reitor. Para o espaço de anatomia, a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) destinaria o valor de R$ 1,5 milhão via Fundo Paraná. Com isso, a viabilização total da nova estrutura do IML teria investimento de R$ 6 ,5 milhões.
O reitor garante que a UEPG está muito interessada em fazer com que a proposta se desenvolva. “A UEPG não abre mão de participar de decisões e de projetos que sejam para o benefício da comunidade. Queremos estar juntos também no atendimento à Saúde”, garantiu. Sanches Neto ressalta, no entanto, que é primordial que toda a estrutura esteja vinculada ao ensino e à pesquisa acadêmica.
Sandro Alex afirma que as discussões para viabilização serão iniciadas em breve. “A vantagem é solucionar o problema da falta de profissionais. O curso faria esse acompanhamento e para nós isso seria um grande facilitador. Estamos começando um estudo e vamos verificar no orçamento a possibilidade, mas estou muito otimista”, declarou o secretário.
Instituição pode criar nova residência
Assim como funciona no Hospital Universitário, a UEPG pretende também criar um novo programa de residência médica caso a proposta de trabalho conjugado no IML se concretize. De acordo com Sanches Neto, a viabilização traria ainda mais profissionais ao instituo, aumentando a capacidade de atendimento e realizações dos exames necessários. “Queremos resolver este problema o quanto antes. Nosso objetivo é trabalhar em conjunto com os funcionários do IML. Poderíamos criar um programa de residência médica e funcionar como uma escola, assim como é no HU”, contou.





















