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Saúde de PG amplia ações de combate ao Aedes aegypti

Fundação intensifica prevenção ao mosquito e estuda multar proprietários de terrenos baldios sem limpeza regular

Ponta Grossa teve caso autóctone de dengue confirmado em janeiro
Ponta Grossa teve caso autóctone de dengue confirmado em janeiro -

João Vitor Rezende

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Fundação intensifica prevenção ao mosquito e estuda multar proprietários de terrenos baldios sem limpeza regular

Após registrar caso autóctone de dengue e importado de febre chikungunya, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Ponta Grossa amplia as ações de combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor das doenças. Em ordem de serviço publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (24), o órgão determina recomendações para os agentes do setor no município.

Segundo a determinação, assinada pela presidente da FMS, Angela Pompeu, as equipes de profissionais da Atenção Primária e Secundária deverão intensificar diariamente as ações de orientação, prevenção e controle do vetor de acordo com suas competências. As visitas devem utilizar o modelo de “check list” nas vistorias em residência. Os Hospitais Públicos e a Unidade de Pronto Atendimento – UPA Santa Paula devem realizar a coleta de sangue de todos os casos suspeitos de Dengue, Chikungunya e Zika, independente da gravidade do paciente.

O comunicado ainda prevê ações de mobilização e conscientização dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes do Combate à Endemias, a fim de "mobilizar a comunidade para desenvolver medidas simples de manejo ambiental e outras formas de intervenção no ambiente para o controle de vetores".

As medidas foram tomadas pelo órgão após a confirmação do primeiro caso autóctone de dengue na cidade após dois anos. O caso foi confirmado no início de janeiro e é da região do Contorno, em uma paciente do sexo feminino, 38 anos, através do sistema particular de saúde. Desde 2001, foram 701 casos suspeitos de dengue na cidade. Entre os 102 confirmados, 77 foram importados e os outros 25 tiveram origem em Ponta Grossa.

Angela destaca o envolvimento de outras secretarias municipais, como Meio Ambiente, Serviços Públicos, Agricultura e Educação para conter a proliferação do mosquito. “Trabalhamos o ano todo no combate do mosquito, temos equipes preparadas e que saem nos bairros da cidade orientando e vistoriando as residências. Em períodos de chuva e calor as ações se intensificam e os servidores se desdobram para realizar ações em pontos mais críticos da cidade”, relata a presidente da FMS.

De acordo com a responsável da pasta, a Prefeitura está intensificando a limpeza em terrenos baldios e estuda aplicar possíveis multas aos proprietários que venham a não cumprir as notificações. “É importante que a própria população tenha consciência que o poder público necessita da ajuda de todos, as pessoas devem cuidar das suas residências, dos seus quintais”, complementa.

Em caso de dúvidas, orientações ou denúncias de propriedades irregulares, a população pode contatar os telefones do setor de Zoonoses, 3226-8566 e 3901-1485, e também pelo Sistema da Prefeitura, pelo número 156.

Município tem caso importado de febre chikungunya

Ponta Grossa registrou o primeiro caso de febre chikungunya no município. Porém, não se trata de um caso autóctone. Uma mulher de 34 anos contraiu a doença em uma viagem ao Rio de Janeiro. A paciente foi diagnosticada e consultada na rede municipal, mas não necessitou de atendimento. O resultado foi feito na última segunda-feira (21). Em 2016 e 2017, 13 casos foram notificados e todos foram descartados. No ano passado, nenhuma suspeita foi aferida.

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