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Polícia prende segundo suspeito de explosão a caixas eletrônicos

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| Autor: Rodrigo de Souza

Rodrigo de Souza

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A Polícia Civil de Ponta Grossa apresentou o segundo suspeito de envolvimento no assalto à caixas eletrônicos de uma agência bancária de Carambeí. O crime aconteceu em novembro do ano passado e a quadrilha ficou conhecida como 'Gangue da Dinamite'.

Rômulo Farias Alves foi detido na madrugada de sábado (24) para domingo (25) pela Polícia Militar de Curitiba. Ele já era vigiado pelo serviço de inteligência da PM e foi surpreendido enquanto saía de uma casa noturna no bairro Cajuru. Como a investigação está sob responsabilidade da comarca da Polícia Civil de Castro, o rapaz foi encaminhado para Ponta Grossa e está detido na carceragem da 13ª Subdivisão Policial.

O suspeito deve ser interrogado amanhã (28) pelo delegado Marcus Sebastião, responsável pelas investigações do caso. As digitais de Rômulo Alves Faria foram encontradas no retrovisor interno do Renault Megane utilizado para a fuga dos bandidos – o que leva a polícia a crer que ele seja o motorista da ação. O veículo foi abandonado durante a ação, mas os tripulantes conseguiram fugir.

"O fragmento da impressão digital encontrada foi levado até o laboratório papiloscópico de Curitiba. Os dados foram cruzados no sistema interno da Polícia Civil e chegamos até o nome do Rômulo. Em cima disso, optamos pela prisão preventiva do rapaz", explica o delegado.

Primeiro suspeito

No dia 16 de dezembro um policial militar do 13º Batalhão de Curitiba também foi preso sob suspeita de envolvimento no caso.

A placa do Megane utilizado na fuga está registrada com um veículo, idêntico, no nome do policial. No entanto, não se trata do carro apreendido em Carambeí. Os criminosos utilizaram a placa original, de Curitiba, em um veículo roubado que rodava na cidade dos Campos Gerais. Assim, caso o carro fosse parado em uma Blitz, não pareceria suspeito se a placa fosse averiguada.

Em depoimento à polícia, na época da prisão, o policial afirmou que vendeu o veículo poucos dias antes do crime. Os criminosos utilizaram a identificação alfanumérica para tentar despistar os policiais, mas não imaginaram que seriam surpreendidos com a ação.

Na casa do policial foram apreendidos vários objetos. A Polícia também vasculhou residências de pessoas ligadas ao PM e a Rômulo. Foram apreendidos dois computadores, três notebooks, 17 celulares, aparelhos GPS, um tablet, HDs, pendrives e outros objetos de arquivo pessoal, além de mil e cem reais em dinheiro. Além do Megane ‘original’, um Fiat Palio também foi apreendido.

Mais envolvidos

De acordo com Marcus Sebastião, mais pessoas devem ser detidas em breve. A Polícia Civil já trabalha com o nome de oito suspeitos de envolvimento no crime, mas aguarda o resultado de algumas investigações para efetuar as prisões preventivas.

Os dois podem responder por diversos crimes, dentre eles explosão, roubo qualificado, associação criminosa e, se confirmado, formação de quadrilha.

As investigações do caso estão a cargo, além da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, da Agência Central da Polícia Militar de Curitiba e da Agência de Inteligência do 13º Batalhão da Polícia Militar da capital.

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