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Cidadão não tem acesso a Telecentro

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Embora o programa “Espaço Cidadão” seja considerado pelo Governo do Estado uma importante ferramenta de qualificação profissional, Ponta Grossa é um dos poucos municípios, que integram a Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), cuja comunidade não conta com o serviço de “telecentros”. Os únicos que têm acesso aos cursos à distância do Espaço Cidadão no município são os integrantes da comunidade carcerária.

Na região dos Campos Gerais, 16 municípios possuem um total de 21 centros do Espaço Cidadão. Ponta Grossa foi contemplada, mas o telecentro tem como sede a Penitenciária Estadual (PEPG). Ou seja, o único Espaço Cidadão da cidade, oferece cursos apenas aos presidiários.

A assessora da Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos, Clecy Amadori, vê com naturalidade o fato de a comunidade não carcerária de Ponta Grossa ter sido excluída do Programa.

“O foco dos telecentros são os municípios com menor IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]. Acreditamos que cidades maiores possuem inúmeras iniciativas que suprem a necessidade de cursos de qualificação, a exemplo do Pronatec, Senac, Senai, Sebrae e a própria Agência do Trabalhador. Nos pequenos municípios, o Espaço Cidadão acaba sendo o único ponto de referência [para oferta de capacitação]”, diz.

Clecy menciona como exemplo Sengés, que possui dois telecentros para a comunidade, e as cidades de Piraí do Sul e Palmeira, que têm dois desses espaços cada uma. Apesar da justificativa parecer plausível, Tibagi Curiúva e Ipiranga, que ocupam, respectivamente, o 10º, 12º e 13º lugares no ranking do IDH na região, também não possuem os telecentros.

“Em Ponta Grossa, o Espaço Cidadão foi instalado na Penitenciária para propiciar ao detento uma qualificação. O objetivo é que ele esteja capacitado a trabalhar depois que tiver cumprido pena e estiver pronto a se reintegrar à sociedade”, explica Clecy.

Telecentros mudam de foco

O programa “Espaço Cidadão” tem como público principal o pequeno empreendedor, mas atende a população de um modo geral. Existem 380 desses espaços no Paraná, os chamados “telecentros”. Há alguns anos, esses espaços eram voltados para o acesso gratuito de internet pela população. Desde 2011, houve um esforço para ampliar a oferta de serviços e o número desses telecentros no Estado. O foco, agora, é utilizar suas estruturas para aprender uma profissão, com cursos técnicos à distância.

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