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Tire dúvidas sobre as novas placas no padrão Mercosul

Sistema permite maior número de combinações e mais itens de segurança que impedem clonagens

Placa do Mercosul: você provavelmente terá uma dessas em seu carro no futuro
Placa do Mercosul: você provavelmente terá uma dessas em seu carro no futuro -

Da Redação

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Sistema permite maior número de combinações e mais itens de segurança que impedem clonagens

As novas placas no padrão Mercosul já começaram a ser usadas no Brasil. O modelo permitirá maior número de combinações, além de itens de segurança com rastreabilidade das placas e veículos por meio de QR Code, impedindo a clonagem. No Paraná, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) começou a conversão das placas em dezembro do ano passado [LINK DA MATÉRIA], obedecendo a Resolução 729 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Como ainda há muitas dúvidas sobre este novo sistema abaixo segue uma lista com as principais dúvidas:

A troca não é obrigatória

Segundo o Detran do Paraná, quem se enquadrar nos quesitos abaixo deve realizar a trocar das placas:

- Carros novos

- Veículos que passaram por mudança de município

- Veículos que passaram por transferência de proprietário

- Veículos que trocaram de categoria

- Veículos cuja placa atual não foi aprovada em vistoria ou que está ilegível ou danificada.

Entretanto, como o novo sistema possui uma sequência diferente de números e letras, provavelmente o futuro governo opte pela obrigatoriedade, para completar a padronização da frota até 2023.

Quando estará disponível para todo o Brasil?

O prazo final era dezembro de 2018, porém com uma série de discussões entre os diferentes departamentos de trânsito no país fez com que o prazo da implementação completa das placas dure até 30 de junho deste ano. Além do Paraná, os estados que já aderiram ao novo sistema foram Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.

Sequências

O novo sistema de placas do Mercosul irá oferecer mais de 450 milhões de combinações, diferentemente do antigo, que em alguns Estados limitava-se em 175 milhões. Os sete caracteres da placa atual brasileira foram mantidos, com quatro letras e três números, e não mais três letras e quatro números. As letras e números também poderão ser “embaralhados”, sem precisar manter fixo a sequência de letras-números.

Não parece, mas a placa tem o mesmo tamanho

Quando a nova placa foi revelada, a sensação era que fosse maior que a atual, pela similaridade com as placas da União Europeia (52 cm). Mas, a nova placa possui as mesmas medidas que a atual: 40 cm de largura e 13 cm de altura. O Departamento Nacional do Trânsito (Denatran) autorizou até 15% no tamanho da placa quando não couber no veículo, desde que a bandeira do Brasil e o QR Code sejam preservados.

E os carros já emplacados?

Quem trocar a placa antiga pela nova em um veículo já registrado verá o segundo número, da esquerda para a direita, substituído por uma letra conforme a sequência:

0 - A

1 - B

2 - C

3 - D

4 - E

5 - F

6 - G

7 - H

8 - I

9 - J

Exemplo: QUA 1960 = QUA 1J60 (com o “J” dando lugar ao “9”).

Como vou saber de qual cidade é um determinado veículo?

A forma ideal para saber onde o carro está registrado é usando o aplicativo Sinesp Cidadão [LINK], já que no novo padrão estas informações que ficam em uma plaqueta na parte superior da placa foram substituídas somente para o espaço de registro do veículo.

Como serão identificadas as categorias dos veículos?

Nas placas antigas, para saber se o carro era oficial, de aluguel ou em testes, a identificação era feita pela cor de fundo e tom das letras. Agora como o padrão Mercosul será sempre branco, somente as bordas e as letras mudam de cor. Em veículos de teste a borda e caracteres serão verdes; ônibus, caminhões e táxis usarão a cor vermelha. Os carros de coleção poderão usar caracteres cinzas, já que o preto é exclusivamente de automóveis comuns.

Custo

Em conversa com três estampadoras de placas de Ponta Grossa aptas para produzir no padrão do Mercosul, o custo da nova placa aumentou de R$ 120 para R$ 250 em carros e R$ 80 para R$150 em motos. A diferença se dá porque o novo sistema padronizou a produção com um único material a ser usado, ao contrário do anterior, em que havia uma concorrência entre os produtos.

Informações com Detran-PR e site Quatro Rodas

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