Exportações sobem em dezembro e totalizam R$ 2,5 bi
Dezembro foi o melhor mês do ano para o comércio exterior da cidade, impulsionando o resultado final das vendas no ano

Dezembro foi o melhor mês do ano para o comércio exterior da cidade, impulsionando o resultado final das vendas no ano
Dezembro foi o melhor mês das exportações para Ponta Grossa em 2018. Um grande movimento de comercialização de soja e derivados para a China fez com que o valor exportado somasse US$ 93,82 milhões - ou R$ 363,6 milhões, com o dólar comercial cotado a R$ 3,876 no último pregão do ano. Além de ser o mês com o maior montante exportado, com mais de 10% de alta em relação ao segundo melhor mês (novembro, com US$ 83,2 milhões), registrou um crescimento de 225% na comparação com o mesmo mês de dezembro de 2017, quando a soma dos produtos enviados ao exterior totalizou US$ 28,8 milhões (R$ 111,6 milhões). Somados todos os meses, Ponta Grossa fecha o ano com US$ 669,8 milhões em bens exportados, ou seja, o equivalente a R$ 2,59 bilhões. Os números foram revelados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Apesar de expressivo, é o menor valor dos últimos anos nas exportações, o pior desde 2006. No ano passado, Ponta Grossa somou US$ 1,37 bilhão em exportações (R$ 5,31 bilhões), o que mostra que neste a comercialização de produtos caiu pela metade. Muito se deve à exportação de soja e seus derivados, comercializados em sua maior parte para a China, que reduziu em 67% a comercialização de produtos. Apenas por comparação, o ‘complexo soja’, como é conhecido, exportou US$ 993,5 milhões (R$ 3,85 bi) em 2017, enquanto que em 2018 enviou US$ 319,6 milhões (R$ 1,23 bilhão). Adriana Diniz, professora do curso de Comércio Exterior da UEPG, reconhece que houve uma redução nas exportações por parte das grandes empresas exportadoras de grãos instaladas da cidade. “Porém, o volume exportado por Paranaguá foi recorde”, observa.
Como apenas no fim do ano o panorama reverteu de forma mais acentuada, até novembro era o Paraguai o país líder como principal destino das exportações, mas com os valores de dezembro, a China consolidou-se como o maior parceiro comercial do município, com a destinação de US$ 113,9 milhões (R$ 441,4 milhões), enquanto que o Paraguai fechou em segundo, ao receber US$ 77,6 milhões (R$ 300 milhões) em produtos ponta-grossenses.
Os valores já mencionados quanto ao complexo soja comprovam que mesmo perdendo dois terços de sua força, ainda continua na liderança municipal. O segundo produto mais exportado foram as embalagens Tetra Pak (US$ 114,6 milhões), quase três vezes menos que a soja e derivados. Depois aparecem açúcares (US$ 56,2 milhões), painéis de madeira (US$ 38,6 milhões), latas de alumínio (US$ 26,9 milhões) e cervejas (US$ 14,4 milhões).
Com o resultado apresentado, Ponta Grossa foi o sexto município que mais exportou no Estado do Paraná, o segundo no interior do Estado, atrás apenas de Maringá. Em âmbito nacional, a cidade ocupa a 74ª posição. No total, 57 empresas instaladas em Ponta Grossa fizeram a venda de seus produtos a outros países.
Multinacionais do Agronegócio se destacam no ranking
A empresa Cargill, do agronegócio, que exporta a soja e seus derivados, fechou 2018 como a maior exportadora de Ponta Grossa. Uma de suas unidades apareceu na posição 238 do Brasil, enquanto que a outra também aparece no ‘top 10’ local (posição 1551 nacional). Ela exportou mais de US$ 100 milhões em produtos. Também exportou mais de US$ 100 milhões a Tetra Pak, que produz embalagens. Cofco, Biosev e Louis Dreyfus, também ligadas ao agronegócio, aparecem na sequência. O destaque negativo ficou por conta da Bunge, que encerrou 2017 na terceira posição e neste ano caiu para a 12ª. O ranking é bastante diversificando, incluindo bebidas, ferramentas elétricas, produtos químicos, entre outros.
Superavit soma R$ 850 milhões
Ao contrário das exportações, as importações cresceram em 2018. Os US$ 450,3 milhões registrados (R$ 1,74 bilhão) foram 12,8% superior ao registrado em 2017, também o sexto maior valor do Estado. No total, isso fez com que o superavit da balança comercial caísse drasticamente na comparação com 2017. Os US$ 968,8 milhões (R$ 3,75 bilhões) de saldo foram reduzidos para US$ 219,5 milhões (R$ 850,7 milhões), mostrando uma redução de 77,3% nos valores.
Empresas que mais exportaram:
Pos. Empresa Setor
1ª Cargill Óleo de soja
2ª Tetra Pak Embalagens
3ª Cofco Soja
4ª Biosev Agronegócio
5ª Loius DreyfusÓleo de soja
6ª LP Brasil Chapas de madeira
7ª Crown Embalagens
8ª Meridional TCSÓleo vegetal
9ª Makita Ferramentas elétricas
10ª Heineken Bebidas
11ª ContinentalProd. automotivos
12ª Bunge Óleo de soja
13ª Águia Madeira
14ª Harima Prod. químicos
15ª Geroma Prod. químicos





















