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PG registra cinco óbitos por afogamento em 2018

2º Grupamento de Bombeiros amplia atenção durante o verão, época com maior incidência de registros

Banhistas devem ter atenção nos balneários e afluentes da região
Banhistas devem ter atenção nos balneários e afluentes da região -

João Vitor Rezende

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2º Grupamento de Bombeiros amplia atenção durante o verão, época com maior incidência de registros

Os 39 municípios atendidos pelo 2º Grupamento de Bombeiros (2º GB) do Paraná registraram 22 mortes por afogamento no último ano. Ponta Grossa teve cinco destes óbitos, com 22% do número total. Em entrevista ao Portal aRede nesta quinta-feira (3), o major do 2º GB, André Lopes, destacou ações preventivas para evitar tragédias.

Em um mês, duas tragédias vitimaram dois homens em Ponta Grossa no último ano. No dia 26 de novembro, um jovem morreu após se afogar em um lago no Rio Tibagi, na região do Jardim Itapoá. No dia 25 de dezembro, um rapaz de 22 anos, identificado pelo nome de Rhonnand Rhuan Bojko, morreu afogado na Represa de Alagados, na área rural município. Segundo levantamento do site Bem Paraná, até o mês de novembro, 101 óbitos já haviam sido registrados no estado em 2018. O número é 13,5% superior ao registrado no mesmo período em 2017.

Lopes enumera situações adversas com pessoas que não sabem nadar, como problemas com embarcações, pessoas com “excesso de confiança” que acabam se arriscando, consumo de bebidas alcoólicas e a tentativa de mergulhos, como as principais causas destas ocorrências. “Ponta Grossa tem vários locais de banho e observamos que os afogamentos acontecem nos mesmos locais e em situações parecidas. Notamos que a negligência é um ponto forte para que estas tragédias aconteçam”, relata.

O militar também alerta para mergulhos em lugares desconhecidos, que podem aumentar os riscos de afogamento: “Alguns locais típicos para essa prática mudam muito a profundidade. Se a pessoa não conhece, uma pedra ou um banco de areia é suficiente para que uma ocorrência aconteça”, explica.

Segundo o Major, o número de ocorrências no verão tem aumentado e, por isso, é necessário ampliar o cuidado com as crianças nesta época. “Costumo sempre dizer que ‘água no umbigo é sinal de perigo’. As pessoas não devem se arriscar, ficando longe da margem do rio. É importante supervisionar as crianças e os adultos terem essa consciência do risco”, atesta.

Entre as principais recomendações, estão: supervisão constante das crianças menores; orientação dos pais aos adolescentes que vão sozinhos aos lagos e rios; e descartar o consumo de bebidas alcoólicas em casos de mergulhos.

Pescadores devem ter atenção

Além das recomendações ao público em geral, o major também realça preocupação com os pescadores. Lopes conta que, em muitos casos, os profissionais tem a “experiência” como argumento e não utilizam os itens de prevenção, como o colete salva-vidas. “Não conseguimos fiscalizar a proteção e a Polícia Ambiental fiscaliza outros aspectos da pescaria. Independente de ser um hobby ou não, é importante frisar aos pescadores sobre a proteção, parar com essa sensação de ‘imunidade’”, finaliza.

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