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Comércio tem o melhor Natal dos últimos anos

Enquanto no Brasil a alta foi de 2,6%, segundo a CNDL, projeção do Sindilojas aponta alta de cerca de 5% em Ponta Grossa

Grandes filas se formaram para a troca dos produtos nesta quarta-feira
Grandes filas se formaram para a troca dos produtos nesta quarta-feira -

Fernando Rogala

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Enquanto no Brasil a alta foi de 2,6%, segundo a CNDL, projeção do Sindilojas aponta alta de cerca de 5% em Ponta Grossa 

O dia 26 de dezembro, logo após o Natal, é bastante famoso por ser a ‘data das trocas’. É quando os consumidores se dirigem até as lojas para trocar os presentes que ganharam no principal feriado do ano para o comércio. Também é a data dos comerciantes fazerem uma prévia das vendas no mês de dezembro – e a princípio a avaliação é positiva. Em âmbito nacional, apontam a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil, houve um crescimento de 2,66% nas vendas, o que representa o melhor resultado desde 2014 (no ano passado houve alta de 2,1%, enquanto que nos anos anteriores, retrações entre 2,2% e 8,3%). Em Ponta Grossa também foi o melhor mês dos últimos anos, informa José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e região (Sindilojas), que estima uma alta de 5% na comparação com 2017.

“A Fecomércio já tinha revelado uma pesquisa que o Paraná teria o melhor Natal desde 2014. E isso se confirmou”, esclarece o empresário. Loureiro informa que as vendas entre sábado (22) e segunda-feira (24) foram bastante intensas, ampliando o percentual de comercialização. Com isso, ele acredita que a expectativa, de 5%, foi alcançada. “Falei com alguns comerciantes hoje. Um deles [de uma loja de produtos masculinos] falou que vendeu 20% a mais do que no ano passado. Já o outro [de uma rede de lojas de roupas e calçados] ainda não fechou as contas, mas acredita que vai vender um pouco a mais do que no ano passado”, informa Loureiro. No ano passado, o incremento foi de 3,36% na cidade.

No Lojão do Keima do centro, o movimento nesta quarta-feira (26) era bastante intenso para as trocas desde que a loja abriu, às 13 horas. Uma grande fila se formou não apenas para fazer a troca do produto, mas também para provar o novo. Como explica Pedro Rafael Mepes, gerente de vendas na loja, os produtos mais trocados são as camisas para homens e as blusinhas para as mulheres. “O principal motivo das trocas é o tamanho. As pessoas chegam e falam que gostaram muito, mas que não serviu, e querem trocar pela mesma peça, mas de tamanho diferente. Dificilmente há trocas por não ter gostado ou porque prefere outra peça de roupa”, informa.

Segundo explica o gerente, o prazo máximo para as trocas é 30 dias. “Orientamos os consumidores porque muitas vezes troca a coleção e pode ser que não tenhamos mais a peça. As pessoas viajam e depois trocam, então até a segunda semana de janeiro tem muita troca de Natal”, reforça. Ao fazer uma análise das vendas do mês de dezembro, afirma que houve um crescimento nas vendas. “Não chegou no quanto esperávamos, mas tivemos um crescimento em relação a 2017”, assegura.

Trocas oportunizam vendas

O movimento extra nas lojas, nesta quarta-feira (26), para as trocas, também é aproveitado pelos lojistas para venderem mais. “Os lojistas fizeram reunião com os vendedores, para aproveitar a troca e fazer os clientes gastarem mais, com uma compra combinada. Como a pessoa que vai trocar uma camiseta, ofertar uma bermuda”, informa Loureiro. O gerente do Lojão do Keima confirma que a tática funciona, já que muitas pessoas estavam não só trocando, mas também comprando. “Ao passar o Natal, algumas peças entram na promoção. E isso chama a atenção de quem vem trocar, que acaba vendo e comprando”, conclui Pedro Rafael Mepes.

Shoppings

As vendas de Natal de 2018 cresceram 5,5% em relação ao ano anterior, de acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), feito entre 400 empresas que englobam 30 mil pontos de venda distribuídos em todo o país. A estimativa de movimentação neste período é de R$ 53,5 bilhões.

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