Museu Campos Gerais prepara mudanças para 2019 | aRede
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Museu Campos Gerais prepara mudanças para 2019

Nova área para pesquisadores está prevista no projeto de reformulação do Museu, que reabrirá em fevereiro de 2019

Deputado Pericles de Mello doou mais de 12 mil itens para acervo que busca doações para ampliar material
Deputado Pericles de Mello doou mais de 12 mil itens para acervo que busca doações para ampliar material -

João Vitor Rezende

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Nova área para pesquisadores está prevista no projeto de reformulação do Museu, que reabrirá em fevereiro de 2019

O Museu Campos Gerais está ganhando uma nova cara para o próximo ano. O espaço que é administrado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) está fechado para manutenção e será reaberto no mês de fevereiro de 2019 aos pesquisadores e em março ao público geral. A reportagem do Portal aRede e do Jornal da Manhã visitou o Museu e teve acesso aos principais pontos que passarão por mudanças no local.

“Teremos um outro museu, com uma outra estrutura não só física, mas também de atendimento ao público. A expectativa para 2019 é abrir com exposições de fora”, explica o diretor do Museu, Niltonci Batista Chaves. Uma das novidades projetadas é manter parcerias com museus de outras localidades. No último domingo (23), a diretora do Museu Paulista da USP, Solange Ferraz de Lima, fez uma visita técnica para análise e avaliação da estrutura predial e dos acervos.

Os pesquisadores terão um espaço exclusivo no novo museu, tendo uma área com mesas, cadeiras e wi-fi gratuito em um ambiente reservado. Entre as novidades para os profissionais do setor, está a criação de um núcleo de estudo político a partir de 2019. A iniciativa foi fomentada a partir da doação do deputado estadual Pericles de Mello (PT), que repassou mais de 12 mil itens dos 30 anos de sua trajetória política para o acervo. Entre os materiais, estão cartas, mapas, planilhas, banners, fotos e dois computadores.

“É um ato generoso por compartilhar toda uma trajetória política, demonstra a preocupação que ele sempre disse que teve com a cidade, de estudar e pensar o município, e possibilita aos pesquisadores avançar estudos sobre a região. Receber essa documentação é extremamente importante e qualifica muito o museu”, destaca Niltonci. O professor ressalta que o Museu busca doações de outras personalidade políticas para ampliar o material.

Segundo Niltonci, o Museu está passando por um “processo de profissionalização”, que inclui a catalogação das peças, uma reformulação na identidade visual e sonorização do espaço, e a criação de cursos para aprimorar os servidores e suprir uma demanda técnica. O diretor também afirma que os materiais do acervo estão sendo avaliados com maior critério para definir o que será exposto. Porém, ressalta que o museu tem dificuldades para gerar renda e não descarta a possibilidade da venda dos ‘naming rights’ (modelo publicitário voltado para comercialização do nome de espaços) para ter recursos.

Materiais de acervo que retratam a história do município também estão sendo modernizados. Os itens digitalizados, como os negativos do fotógrafo Luis Bianchi e edições de jornais da cidade – incluindo o Jornal da Manhã, abastecerão o site Memórias Digitais (www.memoriasdigitais.uepg.br). O site já está ativo, mas a administração coloca o prazo de seis meses para ampliar consideravelmente os conteúdos no endereço.

Administração

Niltonci comenta que a atual reitoria da instituição de ensino, que assumiu em setembro de 2018, tem possibilitado avanços na reforma: “O reitor tem demonstrado preocupação com questões culturais. O museu tem recebido um tratamento muito bom e temos avançado na readequação do museu para ser um ponto de visitação e conhecimento na cidade”, relata.

“O Museu entrou como uma das prioridades da nossa gestão”, enfatiza o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto. Para Miguel, o local poderá servir como um ponto importante para o turismo na região: “Mais do que outros reitores, tenho compromisso de apoiar ações de cultura na universidade e uma das prioridades é o Museu. Queremos dinamizar, revitalizar o museu, abrir para comunidade e colocar o espaço como um ponto de turismo para a região”.

A reitoria também trabalha para reformar a sede histórica, acima da que está em funcionamento na antiga sede do Banestado. O reitor informou que um edital de R$ 11 milhões no Ministério da Justiça está sendo viabilizado, e que caso não seja possibilitado, a administração tentará buscar recursos por outros meios.

Livro abordará relação com a comunidade

Para comemorar os 50 anos de criação da UEPG, um grupo de historiadores trabalha com dois livros. Uma das obras será lançado no próximo ano, em referência a criação da instituição, com fotos oficiais que retratam a história da universidade. Para esta edição, o acervo de 1971 a 2002 está sendo digitalizado para ser utilizado – além do material feito após essa data, que já está em formato digital. O outro livro, projetado para lançamento em 2021, será feito em conjunto com a comunidade externa por meio de um concurso.

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