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Aliel garante participação nas eleições municipais

Deputado considera investimentos na Maternidade como um dos trabalhos mais importantes do mandato, mas pede atenção às causas nacionais.

Aliel destaca conquistas durante os 4 anos em Brasília.
Aliel destaca conquistas durante os 4 anos em Brasília. -

Rodrigo de Souza

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Deputado considera investimentos na Maternidade como um dos trabalhos mais importantes do mandato, mas pede atenção às causas nacionais.

A conquista de emendas para investir na construção da maternidade no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, da UEPG, é considerado pelo deputado federal Aliel Machado (PSB) como um dos maiores legados dos últimos anos de atuação em Brasília. Apesar dos esforços para garantir as verbas aos municípios, Aliel acredita que a atuação junto aos assuntos de nível nacional também devem ganhar destaque.

Durante 2018, o deputado esteve comprometido em discussões importantes por conta da participação na Comissão de Educação, bem como o envolvimento em assuntos como o fim do foro privilegiado. Aliel acredita que a atuação de um deputado não deve se limitar ao trabalho durante as sessões plenárias.

Em entrevista, o deputado ainda afirma que irá participar de alguma forma das eleições municipais, já que tem uma proximidade muito grande com o município e uma história de luta dentro da cidade.

Jornal da Manhã: O período eleitoral em 2018 ficou marcado por uma polaridade muito grande. Como o deputado acha que deve ser o trabalho em Brasília por conta deste momento quase que bipartidário?

Aliel Machado: A eleição é um retrato de um momento. E as frentes políticas criam esses momentos. Eu acredito que essas polarizações não são boas para o país. O país não pode ficar refém de ‘Lula preso’ e ‘Lula solto’. O Brasil deve ser muito mais do que isso. Nós ainda vivemos a polarização e isso me preocupa bastante porque agora teremos um Congresso muito mais conservador. E é um grande desafio, visto que um Congresso novo traz todo um cenário novo. As pessoas queriam mudança. Esperamos que seja uma mudança positiva, que de fato enfrente os principais problemas do Brasil, da desigualdade social, combate à velha política e ao desemprego, na minha opinião.

JM: Durante esse período de transição, o deputado chegou a conversar com os outros representantes eleitos pela região? Como está essa aproximação?

Aliel: Sandro tomou a decisão de ficar agora com a Secretaria de Estado. Então ele vai trabalhar bastante na prática, com obras e com a gestão do dinheiro. Eu acho muito bom para a cidade ter um representa em uma secretaria como essa. E o Sandro tem preparo. Porém fica de lado a questão legislativa. Ele deixa de ser deputado.

Em relação à bancada do Paraná, já tivemos umas reuniões. Mas alguns novos, como ainda não assumiram, não estiveram presentes. Nós também já nos reunimos com o Ratinho para definir os recursos e os repasses para o ano que vem. Precisamos manter contato com todos porque isso é importante para o nosso município e o nosso Estado. Tem a função importante de trazer recurso, mas é mais importante o posicionamento político, principalmente como ele vai votar nas decisões mais importantes do país.

JM: Nos últimos anos vemos uma participação importante do deputado na Comissão de Educação e também em comissões especiais, como foi este caso recente com a que discutiu o fim do foro privilegiado. Como deve ser este trabalho junto às comissões a partir do próximo anos?

Aliel: Ao contrário do que as pessoas pensam, um deputado não trabalha só em um plenário, mas nas comissões também. E ali você defende posicionamentos e toma decisões importantes. Na Comissão da Educação, por exemplo, defendi mais recursos para o setor. Eu dediquei o meu mandato inteiro na Comissão da Educação e pretendo continuar nela, porque a luta por Educação é a causa da minha vida. Sempre me dediquei à ela, desde que participei do movimento estudantil.

E existem também as comissões especiais e momentâneas. Um exemplo é o foro privilegiado, mas eu também fiz parte da CPI que investigou a questão das órteses e próteses. É um trabalho fiscalizatório do deputado também. Não entrei na política por ter família de políticos ou empresa, estou lá para defender as necessidades que as pessoas têm.

JM: O deputado acredita que a criação da maternidade seja o maior legado deixado em Ponta Grossa pelo mandato em Brasília?

Aliel: A maternidade é a maior emenda que um deputado já trouxe de maneira individual para a cidade. E isso é uma alegria muito grande para mim, afinal estamos falando das crianças. Imagine a situação: uma mãe me liga às 4 horas da manhã porque está no Hospital Evangélico e descobre que está com um feto morto há quatro dias na barriga porque não recebeu o atendimento adequado. São nestas ações que o poder público falha e são necessárias parcerias. Foram necessárias parcerias com a UEPG, autorização do governo do Estado.

Mas não são só obras e recursos. Eu participei da reunião que defendeu a cassação do Eduardo Cunha quando nem mesmo o PT queria tirar o deputado de lá. Acho que isso também é um legado importante. A gente precisa trabalhar com a verdade, e eu acho que legados como esse da ação parlamentar são emocionantes, ainda mais quando percebemos o quanto contribuímos com o Brasil.

JM: O deputado teve um trabalho muito próximo ao de Cida Borghetti. Como será a atuação em relação ao governo de Ratinho Junior?

Aliel: A aproximação com a governadora aconteceu porque eu entreguei a ela uma carta de reivindicações e a governadora me disse que precisaria da minha ajuda para conquistar tudo aquilo que pedi. As denúncias do Beto Richa, eu já falava há muito tempo. Quando a governadora assumiu e depois começou a mandar embora quem estava envolvido, me fez ter mais liberdade de aproximação como uma liderança política. Fico muito feliz porque o resultado foi muito positivo. Não teve nenhum acordo que me obrigasse a defender algo que não concordo, pelo contrário, eu até criticava quando não concordava.

Quanto ao governador Ratinho, eu vou ajudar em tudo que for possível. Já estive em uma reunião com ele e vamos viabilizar tudo o que for possível. Afinal, quem escolheu ele foi o povo e o povo tem que ser soberano. E nós precisamos ajudar. Porque se ele for mal, significa que o Paraná vai mal.

Mas isso não significa que eu não tenha a liberdade de criticar. O problema é que quem está comprometido não pode ter essa mesma liberdade para cobrar. Eu não tenho amarra política. Não está envolvido, pelo que me parece, em nada de errado e a gente espera que ele consiga entregar aquilo que prometeu na campanha. A gente vai ajudar e, claro, criticar se for preciso.

JM: o deputado já tem planos para as eleições de 2020?

Aliel: Eu sou filho de Ponta Grossa. Eu nasci, fui criado aqui e morei sempre no mesmo bairro. Eu tenho uma visão da cidade que é diferente dos políticos tradicionais. Todas essas perspectivas devem ser respeitadas, mas eu fui candidato a prefeito e fui para o segundo turno, o que mostra que o que penso da cidade é compartilhado por muitas pessoas. Mas uma eleição municipal não pode ser projeto individual de ninguém, deve ser um projeto que a cidade aceite. E não tem como eu ficar longe deste debate. Ponta Grossa ainda está muito aquém do que poderia ser. É uma cidade antiga que faltou se estruturar. É uma cidade que precisa avançar em muitos sentidos.

Nós temos debates importantes que envolvem temas que são diretamente ligados à vida das pessoas. Eu sempre me dediquei muito pela luta do transporte público. Agora a cidade vai fechar um ciclo muito ruim sobre este assunto, em que milhares de trabalhadores sofreram.

Quando fui candidato a prefeito, fui muito atacado por uma decisão política, em que a população não compreendeu meu posicionamento de apoiar novas eleições. Hoje já compreendem. Vou participar do debate, porque não tem como ser diferente. Qualquer cidadão tem que participar. Agora vou participar de uma maneira mais forte, ainda não sei se como candidato ou não. Isso eu não defino sozinho e nem agora.

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