Plauto deve seguir na Mesa Executiva da Alep | aRede
PUBLICIDADE

Plauto deve seguir na Mesa Executiva da Alep

Deputado estadual chega ao 8º mandato consecutivo e deve assumir novo cargo na direção da Assembleia.

Plauto elenca os investimentos conquistados como a marca dos quatro anos recentes de trabalho.
Plauto elenca os investimentos conquistados como a marca dos quatro anos recentes de trabalho. -

Rodrigo de Souza

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Deputado estadual chega ao 8º mandato consecutivo e deve assumir novo cargo na direção da Assembleia.

A gestão 2019-2022 na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) registrará a marca de três décadas de trabalho de Plauto Miró Guimarães Filho (DEM) como deputado estadual. O parlamentar conquistou em 2018 o 8º mandato consecutivo no Legislativo estadual e credita a confiança do eleitorado nas atividades que desenvolveu ao longo do anos.

Em um balanço da última gestão, Plauto elenca os investimentos conquistados como a marca dos quatro anos recentes de trabalho em Curitiba. Com uma relação praticamente fraternal com o governador eleito Ratinho Junior (PSD), o deputado acredita que a conquista de verbas para os municípios que representa deve seguir durante a próxima gestão. Nos últimos quatro anos foram cerca de R$ 140 milhões repassados às cidades.

Atual primeiro secretário da Alep, Plauto deve se munir da experiência de quase oito anos na Mesa Executiva para seguir com um dos cargos administrativos da Casa, mas garante que deve assumir outra cadeira para renovar os trabalhos internos. O deputado ainda não pensa no futuro na política e prefere focar nos trabalhos de uma nova gestão para, somente depois, analisar os próximos passos para as eleições de 2022.

Jornal da Manhã: O ano de 2019 marca o início do 8º mandato consecutivo na Assembleia. A qual fator o senhor credita essa confiança dos eleitores em o escolher como representante por quase três décadas?

Plauto Miró Guimarães: Acredito que devido ao trabalho que venho realizando ao longo de todos esses anos. Tenho um posicionamento claro como parlamentar, condizente com os ideários do meu partido, tanto que nunca mudei de legenda ao longo dessa trajetória. E ainda como representante de Ponta Grossa e dos Campos Gerais busquei fazer com que parte dos impostos que pagamos retornem em forma de benefícios para a população, quer seja por meio de serviços, obras ou estrutura como equipamentos, máquinas e uma série de outros investimentos, muitas vezes sem custos para as prefeituras. 

JM: Na avaliação do senhor, qual a maior conquista desde último mandato para Ponta Grossa e a região dos Campos Gerais?

Plauto: Investimentos. Apesar da crise econômica que toma conta do Brasil, para o Paraná foi um período de grandes investimentos para as cidades. Isso só foi possível devido aos ajustes fiscais adotados em 2015. Foram cerca de R$ 140 milhões destinados para os municípios que represento. Para muitos prefeitos, se não fossem esses recursos, seria praticamente impossível fazer algum tipo de investimento, já que os orçamentos são bem limitados. Outro fator importante é o fato de que cerca de 90% desse dinheiro é a fundo perdido, ou seja, sem custos para as prefeituras. No âmbito parlamentar, tive uma participação ativa nas votações que impediram a mudança do imposto da herança, que iria afetar famílias mais pobres, muito mais que as donas de grandes patrimônios. Ainda nesse sentido, briguei para evitar o aumento da alíquota sobre a extração de minérios como o talco, setor que emprega e gera renda para cerca de mil famílias em Ponta Grossa e região metropolitana de Curitiba.    

JM: O deputado acumula uma grande experiência administrativa por conta das participações na Mesa Executiva da Alep. Como estão as articulações políticas para o próximo ano neste sentido?

Plauto: Foram oito anos à frente da Primeira Secretaria, órgão responsável por toda a gestão administrativa do Legislativo Estadual. O funcionamento é muito parecido com o de uma prefeitura. Nesse período fizemos uma série de mudanças que enxugou cargos, regrou o controle de horários de entrada e saída de funcionários – efetivos e comissionados – e principalmente, economia nos gastos. Conseguimos devolver para os cofres do Estado mais de R$ 1,3 bilhão, algo que nunca foi feito antes. Por conta disso tudo é que deverei continuar na mesa executiva, porém não mais no cargo atual. Acredito que é necessário uma renovação e para isso é importante que outras pessoas atuem.

JM: O senhor tem interesse em algum dia assumir a presidência da Assembleia?

Plauto: Isso não está nos meus planos neste momento. E se isso um dia puder ocorrer, dependerá muito mais da vontade dos demais deputados do que de mim.

JM: Uma das decisões recentes que mais repercutiu foi a retirada do projeto que alterava a APA da Escarpa Devoniana. O senhor acredita que foi uma decisão acertada? Como avalia a continuidade desta discussão para 2019?

Plauto: Pedi o arquivamento do projeto de lei 527/2016 - que trata do redimensionamento da Escarpa Devoniana, porque compreendi que o assunto é extremamente técnico e não deve ser tratado no âmbito político. Vamos deixar que os técnicos cuidem disso. Quando apresentamos a proposta, houve uma interpretação equivocada. Jamais iríamos propor algo que pudesse provocar a degradação ou comprometer a preservação da Escarpa. Ao contrário, vamos deixar profissionais da área debaterem para encontrar as melhores soluções. E deixaremos que o governo envie a discussão para o parlamento estadual, se for o caso.

JM: Como deve ser a relação do deputado com o governador Ratinho Junior e o secretariado?

Plauto: A minha relação com Ratinho Júnior é de proximidade. Serei um apoiador do seu governo porque acredito na competência, nos projetos e na boa vontade dele. Ratinho se preparou para essa função e trará uma renovação na forma de governar o nosso estado. Torço por ele e por todo o secretariado. Desejo que seja um bom governo, pois o sucesso da administração é o sucesso de todos os paranaenses, independentemente de ideologias e correntes partidárias.

JM: Apesar de estar um pouco distante, como o senhor avalia a participação nas próximas eleições estaduais? Existe a expectativa de seguir como deputado estadual ou pretende tomar um novo rumo na política daqui quatro anos?

Plauto: A sua pergunta já responde. É muito cedo para exercícios de futurologia, sendo que nem iniciamos o novo mandato. Vamos deixar o tempo correr.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right