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Polícia investiga morte de detentos no Hildebrando

Dois homens mortos na Cadeia Pública de Ponta Grossa respondiam por tentativa de homicídio

Homens foram encontrados sem vida na manhã desta quarta-feira (19)
Homens foram encontrados sem vida na manhã desta quarta-feira (19) -

João Vitor Rezende

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Dois homens mortos na Cadeia Pública de Ponta Grossa respondiam por tentativa de homicídio

Dois presos foram encontrados mortos dentro da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, na manhã desta quarta-feira (19). Um inquérito policial e um procedimento administrativo serão abertos para apurar o caso. Os dois detentos foram identificados e respondiam pelo crime de tentativa de homicídio, em um caso ocorrido no mês de outubro na Vila Cipa. 

Lucas de Andrade Fernandes, 24 anos, e Paulo Renato Gonçalves, 34 anos, foram encontrados mortos por volta das 6h30 por agentes da cadeia, que isolaram o local até a chegada da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa, para onde os corpos foram levados. O instituto de criminalística esteve no local para realizar perícia.

Segundo o delegado da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Jairo Duarte de Camargo, a perícia ainda não concluiu o laudo para apontar a causa exata das duas mortes, mas trabalha com as possibilidades de asfixia ou envenenamento. Além disso, Jairo informou que ainda não é possível estabelecer as razões da ocorrência e não confirma uma possível relação da morte dos dois homens e o crime anterior.

A reportagem do portal aRede e do JM apurou que os dois foram encontrados mortos na mesma galeria, porém em celas separadas. Não havia sinal de violência por agressão no local.

Os dois homens respondiam pelo crime de tentativa de homicídio. Lucas é acusado de disparar dois tiros de calibre 32 contra o comerciante Luiz Augusto Rogalski, de 34 anos de idade, no dia 23 de outubro. Informações preliminares indicavam que o crime teria sido motivado por uma discussão familiar envolvendo divisão de uma herança. Porém, posteriormente, uma das hipóteses levantadas apresentou um possível crime passional, envolvendo a esposa do homem baleado. Na ocasião, o rapaz afirmou que teria ido atrás da vítima por conta de uma suposta agressão a sua irmã, que teria acontecido há dois anos. Lucas foi bem taxativo ao afirmar que os tiros na nuca de Luiz foram "pra matar mesmo".

Suspeito foi preso após colaborar com o crime

O outro homem foi preso após acionamento da Guarda Municipal. Paulo teria ajudado o responsável pelos disparos a se evadir do local da ocorrência em um veículo Kadett de cor branca, que estava com as placas tampadas. No veículo, estavam duas pessoas na porte da arma utilizada na ação criminosa, com três munições deflagradas e outras munições no bolso do homem. Ele chegou a afirmar que não tinha nenhuma relação com o indivíduo autor dos disparos.

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