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Pauliki confirma participação nas eleições municipais

Deputado estadual garante continuar com trabalho em Ponta Grossa e afirma fazer participação ‘direta ou indireta’ do pleito.

Deputado ressalta que estará, “direta ou indiretamente”, envolvido nas eleições municipais.
Deputado ressalta que estará, “direta ou indiretamente”, envolvido nas eleições municipais. -

Rodrigo de Souza

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Deputado estadual garante continuar com trabalho em Ponta Grossa e afirma fazer participação ‘direta ou indireta’ do pleito.

O ano de 2018 não acabou da forma como o deputado estadual Marcio Pauliki (SD) pretendia. Um dos principais nomes da coordenação de campanha de Osmar Dias (MDB) para o governo do Estado, Pauliki tinha o apoio do pré-candidato para buscar uma vaga na Câmara Federal durante as eleições. No entanto, a desistência do candidato a menos de 24 horas para a confirmação das chapas fez com que a coligação de Pauliki perdesse força no cenário eleitoral, deixando o deputado sem mandato a partir do próximo ano.

Mesmo sem um cargo político, Pauliki garante participação nas discussões referentes a Ponta Grossa no próximo ano. O deputado também ressalta que estará, “direta ou indiretamente”, envolvido nas eleições municipais de 2020.

Nos quatro anos na Assembleia Legislativa do Paraná (ALep), Pauliki destaca quatro legados deixados ao Estado. Tudo isso ainda soma-se à possibilidade de assumir uma vaga na Cãmara Federal, já que ficou na 1ª suplência da coligação formada por SD e MDB.

Jornal da Manhã: Diversos candidatos comentam sobre uma ‘atipicidade’ das eleições de 2018, causada principalmente pela polaridade no processo. O senhor acredita que esse cenário prejudicou o seu trabalho em busca de uma vaga em Brasília?

Marcio Pauliki: A votação que me propus a fazer – como um candidato à federal que atualmente é estadual, e não tem as mesmas emendas, mesmos recursos – seria um grande desafio. Como estadual, estaria eleito tranquilamente. Mas não acredito em reeleição, porque acho que acomoda muito as pessoas. Fiz os votos que me propus a fazer. A coligação que acabei ficando foi muito fraca, não fez os votos suficientes. Um dos motivos era que estávamos na coordenação do Osmar Dias como candidato à governador, mas ele desistiu no último momento e ficamos órfãos de um candidato tão forte quanto ele. O João Arruda até teve uma votação expressiva, mas não o suficiente. Justamente porque acabou se lançando em cima da hora à candidato. Então acredito que sejam esses fatores os que mais interferiram neste processo eleitoral, ao menos no meu caso.

JM: O senhor acabou como 1º suplente da coligação. Existe alguma possibilidade de assumir uma vaga em Brasília no próximo ano? Como está este cenário atualmente?

Pauliki: Como não depende de mim, não conto com essa possibilidade e não estou fazendo planos. Acabei concluindo os quatro anos de mandato, foi muito interessante pessoalmente porque consegui cumprir as metas que me propus a buscar. Não depende de mim ser chamado. Pode acontecer de alguém ser chamado para uma secretaria, ministério, diretoria ou presidência de estatais, mas não depende de mim e não trabalho com isso.

JM: Qual a maior conquista do deputado neste último ano de mandato?

Pauliki: Além das emendas normais, que chegaram a mais de R$ 8 milhões, vejo quatro itens como legado. O primeiro foi a regulamentação da equoterapia. Vemos hoje o Pelotão Montado da Polícia Militar realizado os tratamentos e isso é muito satisfatório. O segundo foi a criação dos distritos industriais regionais, que centraliza os empregos e impostos e fomenta toda a economia paranaense. Temos também a Nota Paraná Solidária, que deve chegar a R$ 110 milhões repassados e deve ajudar mais de 1,3 mil entidades. Faz uma diferença muito grande no funcionamento destas instituições e muito me orgulha saber que deixará de ser um projeto para se transformar em um programa de Estado.

Por fim, temos também o Instituto do Câncer, motivo principal do meu trabalho na Assembleia, principalmente na parte da hematologia. Temos hoje mais de 1 mil pessoas que vão para Curitiba e a partir de março poderemos fazer o tratamento no Hospital Regional. Isso deve gerar R$ 50 milhões por ano através da Farmácia Oncológica, já que o SUS paga quase R$ 100 mil por tratamento. E vai ser feito tudo isso aqui. É um ciclo. Não fica na Oncologia, acaba ajudando em outros investimentos. E já foram liberados os R$ 8 milhões para a 2ª fase, que atende todas as outras áreas.

As ambulâncias, viaturas, e tudo o que conquistamos para os municípios acaba sendo útil, mas isso pode ser que se perca em dois ou três anos. Estes quatro itens citados, vamos olhar para trás e sempre ver esse resultado do trabalho. É um legado que fica por muitos e muitos anos.

JM: Com o final deste ciclo na Assembleia, o senhor chegou a conversar com outros deputados para que seguissem com algum trabalho que não pode ser concluído?

Pauliki: Coloquei R$ 30 milhões na LOA para o ano que vem. Pedi à Mabel [Canto] e ao Plauto [Miró] que me ajudassem nestas aprovações. Tenho uma boa relação com eles e com outros deputados da região. O mandato é uma extensão do trabalho. Tendo mandato ou não, eu continuo atuante como coordenador do Instituto Mundo Melhor, isso vai ajudar e capacitar muita gente. Tenho uma experiência política e 70 mil pessoas que acreditaram no meu trabalho. Isso me dá o aval para bater na porta de deputados e do governador para pedir recursos. Tenho responsabilidade até como primeiro suplente. Em relação à Ponta Grossa, com a ida de um deputado federal para o governo do Estado, temos que trabalhar ainda mais para que a cidade continue recebendo recursos.

JM: E como o senhor projeta essa participação futura no cenário político?

Pauliki: Eu continuo trabalhando na parte social através do Instituto [Mundo Melhor]. A minha experiência na Assembleia me credencia a estar entre os deputados, no governo do Estado... Me candidatei uma vez na Prefeitura porque acredito que tenha um perfil mais Executivo. Entrei no Legislativo para ter essa experiência e agora me sinto mais preparado. Antes eu tinha vontade e disposição, hoje tenho vontade, disposição e conhecimento.

De forma direta ou indireta, vou participar do próximo pleito. Vou estar discutindo a região, a cidade e todas as suas características. Ponta Grossa vai completar 200 anos em 2023 e existem muitos desafios a serem conquistados. Acredito que posso estar participando destas discussões importantes. Por exemplo: em 2021 temos que discutir o término do contrato com o transporte coletivo e temos também a questão da renovação de contratos importantes como o da Sanepar. Então são diversas questões... Queremos chegar a ter uma cidade competitiva e Ponta Grossa ainda não é. O maior objetivo do próximo gestor é que ela seja mais competitiva e inovadora, fazendo com que a população tenha mais qualidade de vida. Vou discutir, seja de forma direta ou indireta. Faz tempo que não temos na cidade alguém que tenha experiência administrativa.

JM: Atualmente o senhor é o presidente estadual do Solidariedade. Como pretende discutir o partido para os pleitos municipais de 2020 e posteriormente, em 2022, nas eleições estaduais? O senhor pretende seguir no partido?

Pauliki: Por ser suplente, não posso sair do partido. A suplência pode ocorrer em algum momento e é importante ficar no partido. Queremos reforçar o Solidariedade em todo o estado, afinal de contas, vão acabar as coligações e queremos ter em cada uma das cidades uma chapa de vereadores, já se preparando também para as eleições de 2022. Queremos fazer dois ou três federais e três ou quatro estaduais. O importante é que o partido me deu independência, apesar de ser um partido de centro-direita e eu acabar me adaptando bem à essa questão.

JM: Que aprendizado o senhor tira destes quatro anos no Legislativo estadual?

Pauliki: Foi um novo ciclo, uma nova fase de vida. Fico feliz e realizado por esta oportunidade. Entro e saio de ficha limpa e eu acredito que seja muito importante essa transparência. Tenho três diretrizes que nunca vou deixar: ser contrário à reeleição, não abandonar mandato pela metade e não exercer a indicação de cargos – que acredito ser o verdadeiro câncer da política brasileira. Fiz questão de seguir essas diretrizes e acredita que é essa a política do jeito certo: não tratar como uma carreira.

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