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Estado aguarda posição da União sobre Contorno

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Mariana Galvão Noronha

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O cruzamento de várias rodovias fazem de Ponta Grossa e região um entrocamento rodoferroviário. De acordo com dados da concessionária que administra os trechos, CCR Rodonorte, mais de 16 mil caminhões disputam espaço com carros no perímetro urbano das BRs-376 e 373 e da PR-151. A partir disso, a concessionária traçou uma sugestão que visa garantir mais segurança e mobilidade nas rodovias, uma proposta que ficou conhecida como Contorno Norte.

Aprovada pelo Congresso Nacional, a obra prevê investimento de R$ 500 milhões e está incluída no Plano Plurianual, mas até hoje não saiu do papel. Segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura, a execução da obra está sendo discutida em Brasília e se não for executada com recursos federais, o Estado vai estudar a implementação do Contorno Norte com recursos próprios.

“Trata-se de uma obra de fundamental importância, não só para a região, mas para todo o estado. O Contorno Norte vai desafogar o trânsito que vem de várias regiões e estados. Nada foi feito até o momento, mas esperamos que os nossos deputados e senador eleitos garantam os recursos necessários para esta obra. Sabemos que os governos estão em fase de contigenciamento de despesas, mas o Contorno Norte não pode ser contigenciado”, frisou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG), Nilton Fior.

Fior ainda destaca a necessidade dessa obra em decorrência da instalação de novas indústrias e empresas na região, que vão aumentar o fluxo nas rodovias.

Trechos urbanos

Outro problema resultante desse entrocamento é a falta de segurança nos trechos urbanos das rodovias. Com um movimento forte de caminhões e veículos que não tem a cidade como destino, uma série de acidentes são registrados nos trechos urbanos das rodovias.

O contorno permitiria uma ligação entre a BR-376, na altura da Cargill, seguindo pela Estrada do Botuquara, chegando até a PR-513, na região de Itaiacoca. De lá, ele seguiria até a PR-151 e depois criaria ainda um novo traçado, até desembocar ao trevo Caetano, no entroncamento entre as BR-376 e BR-373, que dão saída as regiões Norte e Oeste do Paraná, respectivamente. O Contorno tiraria o tráfego de veículos pesados do perímetro urbano das rodovias, segregando o tráfego rodoviário do urbano.

Contorno resolveria problemas

A concessionária CCR RodoNorte indica a construção do Contorno como a solução para os conflitos de tráfego existentes nos trechos em que as rodovias cruzam a cidade. O Contorno poderia solucionar problemas de segurança e de fluidez, reduzindo acidentes e tempo de viagem nas rodovias Av. Senador Flávio Carvalho Guimarães, na Av. Souza Naves e na Av. Presidente Kennedy. O Contorno receberia todo o tráfego de longa distância e que passa por Ponta Grossa, sem ter a cidade como destino final, normalmente em direção ao Porto de Paranaguá e centros consumidores.

Informações do Jornal da Manhã.

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