Sindicato não chega a consenso sobre greve no transporte
Reunião entre ‘diretoria plena’ do Sindicato não chega a consenso sobre possibilidade de greve no transporte coletivo

Reunião entre ‘diretoria plena’ do Sindicato não chega a consenso sobre possibilidade de greve no transporte coletivo
Ponta Grossa terá transporte coletivo na manhã de terça-feira (4). Em reunião na noite desta segunda-feira (3), a categoria não chegou a um consenso sobre a greve do transporte coletivo no município. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Passageiros de Ponta Grossa (Sintropas), Luiz Carlos de Oliveira.
Os representantes da diretoria executiva do órgão se reuniram na noite desta segunda e não deliberaram sobre a paralisação. Amanhã, às 8h, a diretoria plena (com todos os diretores eleitos pelo sindicato) se reunirá para definir se os servidores do transporte coletivo ponta-grossense entrarão em greve. Oliveira optou por não comentar os pontos discutidos na primeira reunião: “Não posso comentar o que discutimos, senão poderia causar um ‘estardalhaço’”, certifica.
Em assembleia no dia 28, em frente à sede da VCG, a categoria votou pelo indicativo de greve e o estado permanente de greve. A deliberação do encontro que reuniu cerca de 300 pessoas em frente à sede da empresa, foi repassada oficialmente para a VCG no período da tarde. A partir daí, iniciou o prazo de 72 horas para que a classe possa entrar em greve a qualquer momento.
Desde então, empresa e categoria intensificaram as negociações. A última reunião entre as partes aconteceu no dia 30 de novembro. No encontro, representantes da empresa se comprometeram a enviar nova proposta por e-mail até esta segunda-feira. Hoje, o sindicato recebeu a proposta da concessionária. Em contato com a reportagem do Portal aRede e do Jornal da Manhã durante à tarde de segunda-feira, o presidente do Sintropas, Luiz Carlos de Oliveira, indicou que “a proposta não é boa”.
Entre as solicitações da classe está o reajuste mínimo do acumulado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) que atingiu 3,61% nos últimos 12 meses. Além disso, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa também se prontificou a estudar uma das reivindicações da categoria, referente à assistência à saúde. Oliveira explica que os custos da empresa com a saúde dos funcionários não está incluída na planilha de gastos da tarifa do transporte público de Ponta Grossa e que, até então, a VCG arcava sozinha com estes custos.
A empresa segue com o posicionamento de que, por parte da concessionária, as negociações não estão encerradas. Porém, ressalta que este processo possui alguns entraves e que está trabalhando para que essas questões sejam solucionadas o mais breve possível.
Histórico
A última greve do transporte coletivo aconteceu em 2014. Na época, a Viação Campos Gerais chegou a entrar com uma liminar protocolada junto à Justiça, solicitando o tráfego de ao menos uma parte da frota. A Prefeitura chegou a credenciar vans escolares para realizar o transporte entre terminais, como decisão emergencial referente à paralisação que afetou os mais de 100 mil usuários. O valor era de, no máximo, R$5. Os coletivos não foram as ruas de Ponta Grossa por 19 dias.





















