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Categoria aprova indicativo de greve no transporte coletivo

Com aprovação do indicativo e do estado permanente de greve, paralisação no transporte coletivo pode acontecer a qualquer momento a partir de segunda-feira

Sintropas admite possibilidade de greve a partir de segunda-feira
Sintropas admite possibilidade de greve a partir de segunda-feira -

Da Redação

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Com aprovação do indicativo e do estado permanente de greve, paralisação no transporte coletivo pode acontecer a qualquer momento a partir de segunda-feira

Na assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (28), motoristas e cobradores da Viação Campos Gerais (VCG), concessionária do transporte coletivo em Ponta Grossa, aprovaram o indicativo de greve e o estado permanente de greve. A reunião aconteceu em frente à garagem da empresa a partir das 5h e contou com a participação de aproximadamente 300 trabalhadores, segundo Luiz Carlos de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Passageiros de Ponta Grossa (Sintropas).

A empresa deve ser notificada sobre a decisão da categoria durante a tarde e, a partir de então, passa-se a se contar 72 horas para que a classe possa entrar em greve a qualquer momento. Como este prazo termina no fim de semana, o presidente do Sintropas admite que a greve pode acontecer a partir da próxima segunda-feira (3). “Esperamos que não tenha necessidade de fazer a paralisação e já temos nova rodada de negociações marcada”, explica Oliveira.

Na próxima sexta-feira (30), às 14h, representantes do Sintropas e diretores da VCG voltam a sentar na mesa de negociações para encontrar um meio de atender às reivindicações da categoria e às expectativas da empresa. Entre as solicitações da classe está o reajuste mínimo do acumulado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) que atingiu 3,61% nos últimos 12 meses.

Além disso, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa também se prontificou a estudar uma das reivindicações da categoria, referente à assistência à saúde. Oliveira explica que os custos da empresa com a saúde dos funcionários não está incluída na planilha de gastos da tarifa do transporte público de Ponta Grossa e que, até então, a VCG arcava sozinha com estes custos. “Agora a empresa quer que esse valor seja colocado na planilha e a Prefeitura garantiu que vai estudar qual o impacto que isso pode ter na tarifa”, explica o presidente do Sintropas.

“Vamos manter o canal de negociação aberto porque nós não queremos baderna, queremos apenas nossos direitos e entendemos que a greve é o último recurso para garantirmos”, argumenta. A assessoria de imprensa da VCG informou que a empresa vai aguardar o resultado da reunião da próxima sexta antes de se posicionar sobre a decisão da assembleia.

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