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Empresas projetam R$ 9,48 mi em investimentos

Aportes serão realizados pela Biofragane (R$ 8,45 milhões) e pela Fox (R$ 1 milhão). Intenção é iniciar obras em janeiro de 2019

A Biofragane, empresa química, fará o aporte maior na aquisição de equipamentos
A Biofragane, empresa química, fará o aporte maior na aquisição de equipamentos -

Fernando Rogala

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Duas empresas ponta-grosseses irão expandir suas unidades industriais no município. A Biofragane Produtos Químicos e a Fox Artefatos de Madeira irão investir, juntas, quase R$ 9,5 milhões no Distrito Industrial Cyro Martins, para ampliar a produção em suas fábricas. Para isso, contarão com o apoio do município de Ponta Grossa: a prefeitura prevê a doação de áreas, localizadas ao lado dessas empresas, para possibilitar a expansão. O Projeto de Lei foi encaminhado à Câmara de Vereadores em regime de urgência, para que seja votado ainda neste ano, e as empresas possam avançar com os seus projetos já no início de 2019. Somadas as oportunidades, as indústrias preveem gerar 30 vagas de emprego diretas.

No caso da Biofragane, que produz essências, o aporte será de R$ 8,45 milhões. A área que será doada para a empresa é de 7,2 mil metros quadrados, com a perspectiva da geração de 18 vagas de emprego diretas. Adilson Strack, coordenador municipal de Desenvolvimento Industrial, Comercial e Tecnológico, informa que o maior investimento da Biofragane será em equipamentos para a produção. “Eles vão fazer a ampliação e a implantação de equipamentos que fabricam essas essências para as indústrias. Então, se considerar que vai precisar proteger esses equipamentos, seriam em torno de 300 a 400 metros quadrados de construção civil”, esclarece. 

Já a Fox, informa Adilson, vai construir por etapas. Seu aporte será de R$ 1 milhão, em uma terreno de 7,1 mil metros quadrados, com a perspectiva de gerar 12 vagas de emprego. “Na primeira etapa, a Fox vai investir na construção de 200 metros quadrados”, explica. Ambos os terrenos foram retomados de empresas que receberam a área mas não investiram. E o regime de urgência, informa Strack, ocorre porque as empresas têm o interesse de investir o quanto antes. “Isso ocorre para que a Câmara aprove as doações ainda nesse ano, para que as empresas possam proceder o processo legal de ampliação em janeiro. Se não, com o recesso do legislativo, ficaria para ser votado, pelo menos, para fevereiro”, diz. 

Adilson Strack informa que a prefeitura, através da Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional está sempre aberta a todos os empresários que têm o interesse em investir na cidade, seja para ampliar seu negócio ou para novos investimentos, de empresas de outras cidades. “Continuamos com a mesma disposição de oferecer os benefícios do Prodesi (Programa de Desenvolvimento Industrial) às empresas. Nosso objetivo é fortalecer os investimentos e gerar mais renda para o município”, completa Strack. Questionado sobre se esse seria o último dos investimentos no ano, ele deixou um suspense no ar. “Até poderemos ter uma surpresa, mas, por enquanto, é isso”, concluiu. 

Projetos passam pela aprovação do Conselho

Para que a empresa possa receber um terreno no Distrito Industrial, ela deve fazer um requerimento, através do preenchimento de uma carta consulta e a comprovação da necessidade de ampliação, bem como o que ela geraria em impostos e recursos ao município. Aí há a avaliação no Conselho de Desenvolvimento Industrial (Codesi), que administra o Programa de Desenvolvimento Industrial (Prodesi), para atestar – ou não – o enquadramento nos benefícios concedidos pelo município. Diante da justificativa e enquadramento do Prodesi, o Codesi avalia a doação da área, e só vira Projeto de Lei, para a aprovação dos Vereadores se o Conselho aprovar.

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