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Iplan obtém recursos para readequar calçadas em PG

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O Instituto de Planejamento Urbano (Iplan) conquistou o primeiro lugar em uma seleção do Ministério das Cidades para destinação de recursos que visam a execução de obras de acessibilidade em Ponta Grossa. Com um projeto que prevê a integração de várias entidades de atendimento para deficientes com o sistema público de transporte, o Iplan obteve recursos na ordem de R$ 291.503,60 para a execução do projeto.

Os arquitetos do Iplan explicam que o pacote de ações deve realizar a adequação de mais de dezoito quilômetros de calçadas, para cumprir com os requisitos de acessibilidade para pessoas com deficiência e restrição de mobilidade em áreas prioritárias da cidade.

“Não se trata apenas da reformulação de calçadas com acessibilidade universal, com rampas e piso tátil. Também estamos prevendo a eliminação de obstáculos nesse circuito, considerando aterramento da fiação elétrica para garantir mais segurança”, explicou o arquiteto e urbanista Renato Dombrowski.

Um dos trechos do circuito previsto pelo projeto conecta INSS, Prefeitura Municipal, Terminal Rodoviário e Terminal Central. Este setor compreende ainda os entorno do futuro Parque Central, que vai desde a Estação Saudade até os fundos da Biblioteca Pública e o Conservatório Musical.

Também serão contemplados outros pontos estratégicos, integrando ao sistema de transporte público a sede das seguintes instituições: Associação dos Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG), Associação Pontagrossense de Assistência à Criança Deficiente (APACD), Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEVI), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Associação Pontagrossense de Esportes para Deficientes Físicos (APEDEF), União dos Deficientes Visuais (UNIDEV), Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e Proamor, os departamentos do deficiente e do idoso.

O diretor do Iplan, Paulo Barros, explica ainda que o Instituto consultou diversas associações de deficientes do município para definir que medidas seriam incluídas nesse projeto inicial.

“Realizamos um encontro com as entidades para saber quais eram as principais demandas. A adequação dessas calçadas é o trabalho inicial. Queremos conseguir ampliar essas adequações, abrangendo cada vez mais partes da cidade”, apontou Barros.

Para a deficiente visual Andrea Richoski, projetos como esse que preveem aumentar a acessibilidade são fundamentais para garantir a inclusão dos deficientes. “Nossas reivindicações não incluem apenas conseguir circular com independência e em segurança. Os deficientes querem também ter a chance de aproveitar os espaços culturais e outros serviços oferecidos pelo município”, relatou ela.

Informações do Jornal da Manhã

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