Mercado de trabalho deve abrir 12 mil vagas em 2015

Apesar do momento de estabilização econômica pelo qual o país passa, o município de Ponta Grossa deve continuar ampliando a oferta de emprego e o número de inseridos no mercado de trabalho. Impulsionada pelos investimentos empresariais já anunciados e em construção no município, que deverão movimentar a economia local, oferta do número de vagas na cidade deve se aproximar de 12 mil em 2015, com a perspectiva de inserção de mais de 8,7 mil trabalhadores no mercado de trabalho, segundo o gerente da Agência do Trabalhador, Victor Hugo de Oliveira. A expectativa é de que o setor que apresente maior crescimento neste ano, e ofereça mais vagas, é o de serviços..
“No ano passado, tivemos 9.618 vagas abertas através da Agência do Trabalhador. Acredito que tenhamos um aumento entre 20 a 30% neste ano, provavelmente chegando a 12 mil vagas. Apesar das adversidades, em 2014 já tivemos um crescimento, e esperamos manter este patamar”, declara Oliveira. Para ele, esse objetivo deve ser alcançado através do trabalho de identificar as demandas do município e da realização de parcerias. Entretanto, o principal motivo da evolução é o reflexo do ciclo de industrialização, iniciado em 2011. “Com esses investimentos industriais, Ponta Grossa está trilhando seu caminho, está alavancando todos os setores e atraindo pessoas de fora, de grandes cidades, para desenvolver a família aqui. Ponta Grossa está engatinhando ainda, mas está no caminho certo”, declara.
De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro a novembro de 2014, o setor que mais gerou vagas novas foi o de serviços, com um saldo de 1501 inseridos no mercado formal – o que representa 40,7% das 3.682 vagas geradas no período. Em relação a 2013, houve um crescimento de 55% em relação ao saldo de 2.361 inseridos no mesmo período (janeiro a novembro), quando os setores de comércio e construção mais geraram vagas.
Para este ano, o setor de serviços deve continuar liderando a geração de vagas. “Acredito que o setor de serviços virá em primeiro lugar, seguido pela indústria, que já começou forte o ano com contratações da Ambev e das contratações das novas empresas. Depois, deverá vir a construção civil, junto com o comércio. O setor de serviços já foi forte ano passado e deverá crescendo com a chegada das empresas, gerando empregos na rede hoteleira, restaurantes, mercados, shoppings, entre outros”, completa Oliveira. Além disso, ele lembra que a empresa Master Cargas, que anunciou investimento na semana passada, deverá iniciar as contratações em dois meses.
Setor industrial aguarda definições
O Coordenador Regional Fiep, Álvaro Scheffer, revelou que ainda não há uma previsão de quantos empregos devem ser gerados pela indústria na região. Uma reunião junto a empresários será feita para discutir as projeções para 2015. Contudo, Scheffer explica que o cenário nacional é preocupante, e que os empresários aguardam as medidas com as definições da política econômica e fiscal. “O mercado deu uma grande queda de isso preocupa, na maioria dos segmentos. E não há previsão boa para 2015, porque houve uma destruição muito grande das bases econômicas”. Scheffer citou, ainda as mudanças nas regras do Finame, que reduz a viabilidade de investimentos na produção. Contudo, afirma que ainda há negociações industriais em andamento para a região.
Qualificação
Para quem quer buscar o primeiro emprego, Victor Hugo afirma que haverá a oferta de muitas vagas. Contudo, recomenda a qualificação, já que é uma exigência, mesmo que a pessoa não tenha experiência. “Hoje há muita dificuldade para achar técnicos; não precisa ter experiência mais um curso. No Senac e Senai há cursos em que a pessoa pode estudar de dia e fazer o curso à noite”, diz.
Informações do Jornal da Manhã





















