Justiça nega recurso para caso de feminicídio em PG
Sentença foi contra a isenção da qualificação de motivo torpe no julgamento do caso contra mulher morta por tacadas de beisebol em Ponta Grossa

Sentença foi contra a isenção da qualificação de motivo torpe no julgamento do caso contra mulher morta por tacadas de beisebol em Ponta Grossa
O Tribunal de Justiça do Paraná indeferiu recurso pedido pela defesa de Anderson Barboza de Paula, julgado por crime de feminicídio em julho de 2018 em Ponta Grossa. Neste momento, o Juiz da Primeira Vara Criminal e do Tribunal do Júri do município estão com o caso e devem determinar em breve a data para o julgamento do acusado.
A defesa do suspeito levado à julgamento apresentaram recurso objetivando a isenção da qualificadora do motivo torpe (vingança). Entretanto, o TJ do Estado, pela sua Primeira Câmara Criminal, negou a ação por unanimidade.
Relembre o caso
No dia 27 de julho deste ano, Anderson Barboza de Paula foi o apontado como responsável por um homicídio contra a estudante de Direito, Juliana Silveira Nunes, no Bar Copacabana na Rua Rio de Janeiro no bairro da Nova Rússia. O caso ganhou o repercussão nacional pelos requintes de crueldade marcados no crime.
Como foi denunciado pela Promotora de Justiça Fernanda Basso Silverio, o acusado teria, após discussão com a companheira, desferido vários golpes com um taco de beisebol, além de estrangular a mesma, com uma corda. Após o crime, Anderson fugiu com o veículo da vítima, para Foz do Iguaçu, onde pretendia esconder-se no Paraguai, quando foi preso pela Polícia.
Após ser denunciado por crime hediondo, (homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, e usando de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e mais feminicídio (crime contra mulher), o acusado tentou requerer a revogação de sua prisão, o que foi negado pela juíza do processo.





















