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Comércio e serviços abrirão cerca de mil vagas temporárias

Maior volume de contratações ocorre a partir de 15 de novembro. Número de contratados e prazo dos contratos será menor

 Joélcio de Miranda explica que o número de contratos deve cair em relação ao ano passado
Joélcio de Miranda explica que o número de contratos deve cair em relação ao ano passado -

Fernando Rogala

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Começam, em maior escala, as contratações dos trabalhadores para vagas temporárias em Ponta Grossa para o fim do ano. Em um ano em que as vendas não reagiram como o esperado, mantendo, em média, o mesmo patamar de 2017, há uma perspectiva na redução no número de pessoas contratadas, não só para o comércio, mas também para o setor de serviços. Não bastasse essa redução no número de pessoas, os contratos deverão ter um prazo mais curto, informa Joélcio de Miranda, Diretor da Job, agência especializada em recursos humanos e serviços temporários, que há anos acompanha o mercado de trabalho no município. No total, acredita ele, serão cerca de mil vagas movimentadas entre comércio e serviços, incluindo também o setor de supermercados.

Ano a ano, o número de contratados está caindo. Como explica ele, há quatro anos, o número de empregados movimentados no fim do ano, em todos os setores, era de 2,5 mil. No ano passado já foi de 1,5 mil, e neste ano há uma perspectiva ainda menor, de queda de 50% na comparação com o ano passado. “Antes, contratavam para três meses e essas contratações começavam em outubro, período em que treinavam pessoas, para quando chegar no período forte, ter pessoas treinadas para atender aos clientes. Mas como a situação econômica do país vem apertando, as empresas foram esticando cada vez mais esse prazo, contratando menos para reduzir o custo”, afirma.

Agora, o volume maior de contratações inicia logo após o feriado de Proclamação da República, em contratos quase sempre de até 60 dias. “Muitas lojas vão estar contratando a partir do dia 24, pelo período de 30 dias. Mas o grande volume vai ser mesmo no começo de dezembro, que vai até o dia 30. Como as vendas não estão tão significativas, deixam para contatar mais tarde, porque a expectativa de vendas não é tão mais alta”, completa Joélcio de Miranda. Algumas empresas do comércio mantém os funcionários até o dia 15 de janeiro. Segundo ele, houve uma baixa no número de empresas que contratam. “O que percebemos é que empresas pequenas, que contratavam uma ou duas, não estão contratando. O que acaba gerando mais são as mais estruturadas, como Maxitango, Lojas MM, Maria Mariá”.

Das mil vagas estimadas por Joélcio, a maior parte deve ser gerada pelo comércio, seguida pelos serviços. Os supermercados deverão ser responsáveis por 200 postos diretos. No entanto, essas contratações ocorrem ainda mais tarde. “Eles pegam em um prazo ainda mais curto, no período de 14 a 15 dias. Porque para mercado, a estatística, o histórico mostra que os dias mais fortes de movimento começam a partir segunda quinzena de dezembro, que se aproximam das festas natalinas e vai até o Ano Novo”, completa o diretor da Agência. 

Média de efetivados pode chegar a 30% nas empresas

De acordo com Joelcio de Miranda, o percentual de temporários efetivados gira em torno de 25%. “Então a cada grupo de 10 pessoas, duas ou três são efetivadas”, assegura. Isso ocorre não só porque as pessoas veem no emprego temporário uma oportunidade de se afirmar na vaga, após, muitas vezes, estar buscando uma vaga durante todo o ano. “Então algumas dessas pessoas se destacam mais que o quadro efetivo da empresa. E as empresas ficam de olho: às vezes há uma insatisfação com uma baixa produtividade e aproveita essa época: já que tem que contratar os temporários, acaba ficando com um contrato efetivo”, acrescenta.

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