Homem é condenado por agredir companheira com um martelo
Agressor recebeu sentença de 2 anos e 2 meses de reclusão em regime aberto

Agressor recebeu sentença de 2 anos e 2 meses de reclusão em regime aberto
Na tarde desta terça-feira (06) foi levado a julgamento, o pedreiro Jadir Alexandrino Junior, 21, acusado de tentar matar a companheira Aline da Cunha. O acusado teve pena determinada de 2 anos e 2 meses de reclusão em regime aberto.
De acordo com César Antônio Gasparetto, advogado de Jadir, um fator que pesou favoravelmente ao acusado foi o fato de que ele desistiu de cometer o homicídio de forma voluntária. "Ainda que houvesse a tentativa de homicídio, ele [Jadir] repensou e não cometeu o crime, fator que foi considerado pelo juri. Além disso, ele pediu ajuda para a vítima, que chegou consciente e lúcida ao hospital, conforme aponta o laudo médico", afirma. Presidiu o tribunal, o juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt, e o Ministério Público foi representado pela promotora Fernanda Basso Silverio.
O Caso
O caso, conhecido como o ‘crime do martelo’, aconteceu no dia 3 de janeiro de 2018, por volta das 18h30, no interior da residência situada na Rua Ararajuba, Bairro Jardim Boa Vista, em Ponta Grossa.
Na ação penal, o Ministério Público sustenta que o denunciado tentou matar a mulher por razões da condição do sexo feminino, na medida em que o crime envolveu violência doméstica e familiar, especificamente as previstas no artigo 5º, incisos I e III da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). Cita a Promotoria que Jadir ‘convivia e havia mantido relação íntima de afeto com a ofendida’.
Os depoimentos apresentados pelo autor e vítima são diferentes. Aline sustenta que na data do crime Jadir a questionou sobre a senha do celular. Ela negou a informação e, segundo afirma, foi atingida com golpe de martelo. Afirmou que no momento em que foi golpeada se encostou no armário e passou a ver o reflexo das coisas, com a visão embaçada. Declarou que após isso, se recorda que caiu na cama. Disse que quando estava na cama, não sentiu o réu desferir os demais golpes, mas sabe que foram pelo menos três. Afirmou que pedia para que o acusado parasse, pois poderia matá-la.
Segundo declarou, após a separação, Jadir passou a demonstrar muito ciúmes em relação a ela e sempre pedia para que reatassem o relacionamento. Ficou hospitalizada durante quatorze ou quinze dias e precisou fazer uma cirurgia para colocar platina no crânio. Passou por tratamento psicológico por conta do ocorrido.
O acusado, interrogado sobre os fatos somente em sede extrajudicial, declarou que pegou o celular da vítima e viu fotos dela com outro homem. No momento em que a indagou sobre o conteúdo presente no celular, “ela ficou irada e pulou nele com uma faca de cozinha”. Asseverou que tentou se defender com o braço na frente, e também com um martelo, que achou durante a discussão.





















