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Tarifa de ônibus sobe, mas usuário não vê melhorias

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Passado o período de festas, quem volta ao trabalho hoje (05) vai pagar mais caro pelo transporte coletivo em Ponta Grossa. A tarifa de ônibus subiu de R$ 2,60 para R$ 2,85. E a vantagem de pagar mais barato no bilhete eletrônico (cartão vale-transporte) deixou de existir. O valor agora é o mesmo, pagando em dinheiro ou em cartão.

O usuário vê a tarifa subir uma vez mais, sem perceber grandes melhorias no sistema de transporte público, como um todo. O estudante Alessandro Monteiro Godoy, 20 anos, vê como única melhoria a criação do Sistema Sem Parar, que faz a ligação entre terminais. “É uma ideia muito boa. Eu pego quatro ônibus para chegar à universidade, e isso economiza muito tempo. Fora isso, não vejo muita melhoria, e acho a tarifa muito cara”, diz.

Muitas propostas continuaram apenas no plano das ideias. Durante a campanha política eleitoral, o agora prefeito Marcelo Rangel insistiu na necessidade de melhoria do serviço, revisão do contrato e possível abertura para novas empresas atuarem no sistema.

“As pessoas sofrem demais, infelizmente, com a má qualidade do serviço e nós vamos falar muito sobre isso, mesmo porque eu tenho uma linha de abertura, de livre concorrência, de melhoria no sistema, da linha do trabalhador, da linha da saúde, da linha do estudante, principalmente na qualidade dos serviços”, disse o então candidato Marcelo Rangel.

As linhas específicas propostas em campanha não foram adiante, e o contrato com a atual concessionária do serviço, a Viação Campos Gerais, se manteve. Em 2013, a Secretaria Municipal de Planejamento mencionou que estudava a implantação de um novo modelo de cartão eletrônico para o transporte coletivo. A proposta, também mencionada durante campanha eleitoral, era que os usuários pudessem usar o sistema por duas horas e trinta minutos sem a necessidade de pagar uma segunda tarifa, o que não ocorreu.

Ao equalizar os preços no pagamento em dinheiro ou em cartão, uma vantagem é retirada, colocando em risco a própria agilidade do sistema. Com uma tarifa a R$ 2,85 a demanda por moedas será maior na hora de fazer o troco. Sendo a tarifa em dinheiro o mesmo preço da tarifa no cartão, muitas pessoas irão optar pelo dinheiro, tornando o embarque mais lento.

Cidades têm sistemas diferenciados
O preço praticado em Ponta Grossa, quando comparado com outros grandes municípios do Paraná, parece estar dentro da média. É a mesma tarifa de Curitiba, Foz do Iguaçu, e dez centavos a mais que em Maringá (R$ 2,75 no cartão). Londrina aparece com uma das tarifas mais baratas (R$ 2,65), logo atrás de Cascavel (2,60). Mas o comparativo não é tão simples.

Na capital, por exemplo, os mesmos R$ 2,85 permitem ir até outro município da Região Metropolitana de Curitiba (são 14 cidades). Aos domingos, o preço desse mesmo deslocamento cai para R$ 1,50. Esse tipo de diferenciação não existe hoje, em Ponta Grossa. Em Foz do Iguaçu, pagar o transporte com cartão é trinta centavos mais barato que pagar em dinheiro. Em Maringá, a diferença é de cinquenta centavos.

Gratuidade até ensino médio é novidade

Com a nova tarifa, uma mudança é a oferta de passe livre para estudantes até o Ensino Médio da rede pública de ensino. Esta gratuidade para todos os alunos (que morem a mais de um quilômetro da escola) antes era restrita aos estudantes de escolas municipais. Os demais estudantes (a exemplo dos universitários) continuam pagando meia tarifa, “arredondada” para R$ 1,42.

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