Unidade da Codapar em PG terá usina de recicláveis
CGC venceu a concorrência e irá iniciar operações em 2019 no Distrito Industrial. Empresa mineira ficará com a concessão por 25 anos

CGC venceu a concorrência e irá iniciar operações em 2019 no Distrito Industrial. Empresa mineira ficará com a concessão por 25 anos
Após duas tentativas malsucedidas de venda das estruturas localizadas em Ponta Grossa, a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) repensou suas estratégias sobre o que fazer com o imóvel localizado no Distrito Industrial Cyro Martins. Houve a decisão pela concessão do espaço, através de um arrendamento, como uma espécie de aluguel. A licitação foi aberta e a vencedora foi a CGC Concessões, uma empresa mineira que irá utilizar as estruturas da Codapar para instalar uma ‘usina de reciclagem’. A perspectiva é de que a empresa, que ficará responsável pelo espaço por 25 anos, inicie suas operações em 2019.
Francisco Carlos Alves, Gerente Técnico Operacional da Codapar, explica que a empresa vencedora vai propor a coleta de resíduos de origem vegetal e industrial. “Eles vão fazer a reciclagem e recolocar no mercado. Então essa usina vai buscar pneus usados, embalagens de defensivos agrícolas, para fazer matéria prima para a indústria de plástico, borracha e outros setores”, esclarece. Embora a sede da CGC fique em outro estado, ela possui parceiros no Paraná.
O gerente lembra que a Codapar é uma empresa de economia mista, em que o acionista majoritário é o Estado. “Nos últimos três anos nós passamos a redefinir os nosso objetivos estratégicos. Nas unidades de armazenagem, passamos a abrir concessões, como ocorreu em Paranaguá, Assaí. E tentamos vender Ponta Grossa, mas não deu”, recorda. Posteriormente, novos negócios foram buscados. “Tentamos para o recebimento e armazenagem de grãos, mas nós tínhamos uma unidade para sementes, então teria que investir muito para adaptar para receber grãos. Seria inviável nessa finalidade”, recorda.
Com o anúncio em Diário Oficial do contrato oneroso, agora a empresa tem um prazo para apresentar o projeto final. A empresa vencedora também fará investimentos a adaptações nas atuais instalações da unidade. “Eles têm três meses para submeter à nossa avaliação, mas já estão trabalhando nisso. Até porque eles vão pagar um valor mínimo de R$ 35 mil durante as obras, e quando operando, pagar o mínimo de R$ 102 mil por mês, e mais um mínimo variável”, relata Alves. Essa renda variável mensal será de 20,11% por tonelada reciclada.
Área total do terreno é de 78 mil m²
A Codapar possui uma área construída de 8,4 mil², dentro de um terreno que possui 78,6 mil m². O local estava desativado há cerca de três anos. Por último, a unidade estava locada para uma empresa de classificação, a qual faliu. “Temos um custo mensal muito grande na unidade. E como ficou uma empresa de economia mista, não pode ser cedida para outra atividade, que não seja gerar receita para a Companhia”, explica o gerente.





















