Pagamento do 13º injetará R$ 228 mi na economia de PG
Valor será pago até o dia 20 de dezembro aos mais de 86 mil trabalhadores formais registrados com carteira assinada no município

Valor será pago até o dia 20 de dezembro aos mais de 86 mil trabalhadores formais registrados com carteira assinada no município
Até o dia 20 de dezembro, R$ 228,8 milhões serão injetados na economia de Ponta Grossa. Esse valor é o que será pago com o 13º salário aos trabalhadores com carteira assinada no município. Os dados foram revelados nesta quarta-feira (31), em um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ele se refere ao pagamento da gratificação natalina aos 86.362 trabalhadores com carteira assinada na cidade, os quais recebem um salário mensal médio de R$ 2.650,20. Cabe destacar que esse não é o montante integral que será injetado na economia municipal com o 13º, já que nessa conta não estão contabilizados os valores pagos aos aposentados e pensionistas pelo INSS.
Em âmbito estadual, Ponta Grossa aparece na sexta colocação do ranking entre as cidades que mais terão a circulação de dinheiro com o 13º, representando 2,59% do ‘bolo’ total pago no Estado do Paraná, que chega a R$ 8,83 bilhões pagos aos trabalhadores. Embora tenha uma distância de R$ 50 milhões na comparação com Foz do Iguaçu, a sétima colocada (R$ 168,7 milhões), Ponta Grossa fica atrás de Cascavel (quinta colocada, com R$ 262,6 milhões) e São José dos Pinhais (a quarta, com R$ 302,9 milhões). Nas primeiras colocações aparecem Curitiba (R$ 3,51 bilhões), Londrina (R$ 466,3 milhões) e Maringá (R$ 421 milhões).
Embora Ponta Grossa seja a quarta colocada no Estado em número de habitantes, neste ranking fica atrás de Cascavel porque a cidade do Oeste, embora registre um salário médio abaixo do pago em Ponta Grossa (R$ 2.533,49) tem 103,6 mil trabalhadores formais - ou seja, cerca de 17 mil a mais. E para São José dos Pinhas também há um déficit porque além do número maior de trabalhadores com carteira assinada (91,3 mil), a cidade da Região Metropolitana de Curitiba registra um salário médio mensal de R$ 3.316,42. O maior salário mínimo é da capital, Curitiba, de R$ 4.023,65.
Na comparação com o valor movimentado no ano passado em Ponta Grossa (R$ 219,6 milhões) houve um aumento de 4,1%. Já no Estado do Paraná essa média foi maior, na casa de 6,74%, ao passar de R$ 8,27 bilhões para R$ 8,83 bilhões.
O comércio é o setor mais diretamente beneficiado com essa injeção de recursos na economia. “Esse é o 13º também para os lojistas. A primeira parcela, que é paga até o dia 30 de novembro, é usada pela maioria para colocar as contas em ordem, o que é muito importante para nós. E aí para a segunda parcela eles estão aptos para comprar e gastar diretamente no comércio”, afirma José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas PG).
Valor movimentado nas principais cidades da região será de R$ 365 mi
Cinco cidades da região dos Campos Gerais estão entre as 40 do Estado que mais movimentam recursos com o 13º.Depois de Ponta Grossa, a segunda mais bem colocada na região é Telêmaco Borba, com a previsão da injeção de R$ 59,1 milhões, a 21ª no Estado. Depois aparecem Castro, a 28ª, com R$ 40,18 milhões; Irati, na 35ª colocação, com R$ 25,14 milhões; e Prudentópolis, a 40ª, onde deverão ser movimentados R$ 12,6 milhões. Somados os recursos injetados nessas cinco cidades, serão R$ 365,9 milhões movimentados. Quanto às 40, embora correspondem a 10% das cidades, têm uma participação de 81,9% no total injetado na economia paranaense (R$ 7,23 bilhões).





















