‘Contra-turno social’ completa 50 anos com a Guarda Mirim

O ano de 2015 marca o cinquentenário da criação da Guarda Mirim de Ponta Grossa. Fundada no dia 25 de agosto de 1965, a instituição é sediada no Jardim América – no mesmo terreno do Instituto Educacional Duque de Caxias (IEDC), localizado na Rua Antonio Môro, nº41.
A Guarda Mirim é um dos projetos de ‘contra-turno social’ da instituição – chamado atualmente de ‘Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e Serviço para Proteção Básica’. As atividades funcionam em horários contrários à escola regular e, segundo a assistente social do IEDC, Cristine Maier, agem como forma de “prevenção” nas crianças e adolescentes de cinco a 17 anos.
“O foco é o desenvolvimento da criança. Esperamos que eles tenham atividades reguladas e que desenvolvam o vínculo entre eles e a família”, explica. O trabalho busca aproximar crianças e jovens da sociedade com atividade e projetos sociais, retirando pessoas de situações de risco pessoal e social.
Para isso, a instituição oferece, para crianças de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social – vítimas de violência familiar, por exemplo –, aulas de capoeira, futebol, educação física, coral e outras atividades. “Assim, acabamos prevenindo os jovens do trabalho infantil e de outros problemas que, muitas vezes, acabam passando se ficarem o dia todo em casa”, conta a assistente social.
Cristiane afirma que, ao longo dos anos, os projetos já mostraram grandes resultados, superando situações de convivência com drogas, melhorando a vida e a relação entre a família e a criança e até mesmo, em alguns casos, gerando melhorias econômicas para pais e filhos.
Cerca de 700 crianças são beneficiadas pelas atividades. Aos interessados em participar, basta que entre em contato com a gerência social do Instituto Educacional Duque de Caxias, seja pelo telefone (42) 3027-6350 ou indo até a sede administrativa do IEDC. “Nossa intenção é desenvolver capacidades em crianças e adolescentes para que eles possam conviver em sociedade. É como diz o ditado: ‘não queremos dar o peixe, queremos ensinar a pescar’”, finaliza a assistente social.





















