Professor de PG conhece rim artificial nos EUA
Técnico de vôlei do município cria campanha para expor benefícios do tratamento
Técnico de vôlei do município cria campanha para expor benefícios do tratamento
Ex-treinador e professor de Educação Física em Ponta Grossa, Dalmo Souza esteve em São Francisco, nos Estados Unidos na última semana em busca de informações sobre o rim artificial. Em são Francisco, na Universidade da Califórnia, ele conversou com os pesquisadores que estão à frente do projeto. “O Rim Artificial vai tirar da hemodiálise as pessoas que estão na fila de transplante e não recebem um doador compatível Ele tem muitas vantagens entre elas, não precisar baixar a imunidade do organismo p receber o aparelho e não precisar tomar imunossupressor o resto da vida”, explica.
Dalmo descobriu que tinha um caso de rim policístico há cinco anos e há três anos faz hemodiálise. A doença é caracterizada pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins ao longo da vida adulta e pode resultar em hipertensão arterial, cálculo renal, infecção urinária e até aneurisma cerebral.
O professor descobriu a tecnologia por uma rede social e entrou em contato com a Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, que desenvolve o projeto do rim artificial, estabelecendo o prazo de dois anos para a implantação desta novidade. Ele esteve lá na semana passada para conhecer o projeto mais de perto.
Segundo os desenvolvedores, o aparelho tem menos que 1% de chance de rejeição, pois é feito a partir de células renais e pode ser implantado em pacientes com doenças renais. O risco de não ter aceitação do organismo é menor do que em um procedimento com um rim transplantado e também não tem o risco de compatibilidade.
Dalmo contou que o rim artificial já foi testado em porcos e deu resultados positivos. Os próximos testes já serão com humanos. Além disso, outra vantagem deste tipo de tratamento está no processo pré-operatório. No caso do rim artificial, não é necessário que o paciente reduza a sua imunidade antes da cirurgia para que o organismo se adapte ao novo tecido, por ser um aparelho. Desta forma, o paciente evita um maior desgaste e também reduz a possibilidade de contrair outras doenças neste período.
Associação
O professor teve a ideia de criar a Associação Paranaense dos Renais Crônicos (ASPARC) com o intuito de colaborar para o projeto norte-americano e acelerar o processo para a utilização deste aparelho. Dalmo conta que o grupo já está se reunindo para mobilizar e agregar mais pessoas, por meio de diversas iniciativas, para apresentar os benefícios deste tipo de tratamento. Além disso, há uma campanha no site vakinha.com.br com o intuito de arrecadar fundos para ajudar no projeto.
Campanhas
Para arrecadar fundos, a associação está realizando duas campanhas para o final deste mês. Neste sábado (27) e domingo (28) à partir das 8h30 da manhã será feito um Torneio Solidário de Vôlei Feminino, indicado para mulheres com mais de 35 anos na sede campestre do Clube Ponta Lagoa. A inscrição custa R$ 250,00 por equipe e pode ser feita até hoje (25) pelo torneiovoleisolidario@gmail.com ou pelo telefone (42) 9 9123-9547.
Também durante os dias 29 e 30 de outubro, em parceria com a Zendha Sport Deluxe, será realizado um bazar de roupas na Rua Coronel Dulcídio, n° 536, Centro.
História no esporte local
Dalmo Souza é professor de Educação Física e treinador de vôlei há mais de 30 anos em Ponta Grossa. Dalmo lecionou em instituições de ensino da cidade, foi profissional da Fundação de Esportes e é presidente da Associação Vila Velha Vôlei (AVVV). A entidade foi fundada em 2016, formalizando um projeto de base que já existe no município desde 1996. O projeto passou a ter destaque em 2001, com a conquista do Campeonato Brasileiro Sub-18, se consolidando na formação de atletas desde então. Porém, o técnico está licenciado de suas atividades em quadra por conta de seu estado médico.





















