UEPG participa de debate sobre escarpa devoniana | aRede
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UEPG participa de debate sobre escarpa devoniana

O professor doutor do Departamento de Geociências da UEPG, Gilson Burigo Guimarães, integra grupo de especialistas que tratam do tema que terá transmissão ao vivo, no Auditório do Campus Central da UEPG

Área do Parque Estadual de Vila Velha integra a escarpa devoniana
Área do Parque Estadual de Vila Velha integra a escarpa devoniana -

João Vitor Rezende

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O professor doutor do Departamento de Geociências da UEPG, Gilson Burigo Guimarães, integra grupo de especialistas que tratam do tema que terá transmissão ao vivo, no Auditório do Campus Central da UEPG

Com transmissão ao vivo, no Auditório do Campus Central da UEPG (Praça Santos Andrade, 1, Centro) ocorre na próxima quinta-feira (25 de outubro), às 19h, debate sobre a Escarpa Devoniana, com participação da plateia, que se desenvolve no Centro de Eventos IEP – Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba, com inscrições por www.iep.org.br.  A promoção é da Agepar (Associação Profissional dos Geólogos do Paraná), Instituto de Engenharia do Paraná, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), e Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), Câmara Técnica de Cartografia, Geociências e Geotecnologias, e Câmara Especializada de Geologia e Engenharia de Minas.

O debate reúne o professor do Departamento de Geociências da UEPG, Gilson Burirgo Guimarães, doutor em Petrologia, diretor do Núcleo Paraná da Sociedade Brasileira de Geologia, membro do Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas (GUPE) da UEPG, e membro titular do Conselho Gestor da APA da Escarpa Devoniana; e do engenheiro agrônomo Luiz Antonio Lucehesi, doutor pela Ohio State University, professor do DSEA/UFPR,membro da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e da American Society of Agronomy.

Também participam do debate o engenheiro civil Sergio Narcos Krieger, chefe da Coordenação do Patrimônio Cultural (SEEC-PR), secretário executivo do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (SEEC-PR), secretário executivo do Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico; e da advogada Nathalia Lima Barreto (mediadora), especialista (PUC-PR), mestre (PPGD-UFPR) e doutoranda pelo PPGMade-UFPR, Membro da Comissão de Direito Ambiental e da Comissão de Direito à Cidade da OAB-PR.

APA da Escarpa Devoniana

No texto “APA da Escarpa Devoniana pode perder 70% de sua área (https://www.oeco.org.br), o professor Gilson Burigo Guimarães trata da especial conjugação de processos naturais, ao longo do tempo geológico, que permitiu que o atual território paranaense fosse brindado como uma riquíssima expressão de geodiversidade e biodiversidade. Região litorânea, Serra do Mar, os três planaltos e duas importantes estruturas de relevo, que são a Escarpa Devoniana (separando o Primeiro e o Segundo Planalto) e a Escarpa da Serra Geral (entre o Segundo e o Terceiro Planalto), todos domínios influenciados pela natureza de diferentes tipos rochosos e que, progressivamente, moldaram as nuances de instalação e desenvolvimento do Bioma Mata Atlântica no Paraná.

O pesquisador também relata no texto que a região dos Campos Gerais, de modo similar ao que ocorreu em outros setores do Paraná, passou e ainda passa por um profundo processo de alteração de suas características originais. A supressão da cobertura vegetal (campos, cerrado, florestas) ligada à substituição por variedades exóticas dos setores agrícolas e do florestamento industrial, o represamento ou drenagem de corpos d’água, a diminuição de populações de representantes da flora e fauna com consequente inviabilidade genética das espécies.

Diante dessas e outras modificações, na busca de garantir às gerações futuras sistemas ecológicos saudáveis, em sintonia com práticas sustentáveis de utilização dos recursos naturais da região, o governo do Paraná, por meio de um decreto em 1992, criou a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana. O professor manifesta a preocupação de que, no período compreendido desde da época da criação da APA, passando pela publicação do Plano de Manejo e seu zoneamento ecológico (2004), chegando à instituição de Conselho Gestor (2013) foi marcado por intensas pressões de setores da sociedade pouco afetos à relevância de temas ambientais e do bem-estar público.

O debate conta com o apoio do SINDUEPG (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual Ponta Grossa), Sociedade Brasileira de Geologia, Pró-Escarpa, e Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES).

Com informações da Assessoria

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