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Sindicato prevê falta de etanol nos postos de Ponta Grossa

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Alguns postos de combustível de Ponta Grossa e região poderão ter falta de etanol a partir desta quarta-feira. O alerta é do vice-presidente da Associação dos Operadores de Postos de Combustíveis da Região dos Campos Gerais, Hélio Sacchi. De acordo com ele, o consumo elevado com as viagens de fim de ano, aliado ao abastecimento deficitário da unidade de Araucária (onde há a refinaria da Petrobras), que faz a redistribuição do combustível no Estado, pode fazer com que haja uma redução no estoque de combustível, levando a um racionamento na distribuição.

“Houve um aumento rápido na quantidade consumida de etanol e não tem logística para fazer com que o etanol chegue a Araucária, já que ele tem que passar por lá para depois chegar até os postos. Eles estão sinalizando com uma falta e, quando isso ocorre, cortam pela metade a distribuição”, declara Sacchi, que também é empresário, dono de uma rede de postos de combustível na região. Geralmente o consumo de gasolina é maior, mas neste último fim de semana, por exemplo, o empresário relata que, pelo preço da gasolina, muitos optaram pelo etanol, e as vendas quase se igualaram.

Sacchi reconhece que, caso haja essa falta de abastecimento, alguns postos poderão ficar sem o combustível por alguns dias, mas por revezamento, dificilmente todos os postos ficarão desabastecidos de etanol. Para prevenir, contudo, ele recomenda que, para quem for viajar, procure se prevenir para evitar transtornos. “Ao viajar, com bastante movimento nas rodovias, é interessante, pelo menos, manter o tanque cheio”, diz.

Preço do Etanol sobe no município

O preço médio pago pelo litro do etanol sobe gradativamente em Ponta Grossa. Se até a última semana de novembro, era possível comprar o combustível por menos de R$ 2,00 na maior parte dos postos, já (o preço médio era de R$ 1,996), agora, no final de dezembro, a média saltou para R$ 2,057 nos 21 postos cotados pela ANP. Esses valores podem subir ainda mais nas próximas semanas, segundo o empresário Geraldo Fanchin, que possui uma rede de postos no município. “Tivemos uma alta em novembro, que refletiu uma alta de R$ 0,10 na bomba. Nessa época, a entressafra é normal, mas os preços não devem subir tanto; há alguns anos atrás o preço chegou a R$ 2,29 em dezembro. O mercado é instável e pode ser que possa subir mais 5% ainda”, diz.

Informações do Jornal da Manhã.

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