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PG está entre as 100 maiores geradoras de emprego no país

Melhor resultado para um mês em 2018 fez Ponta Grossa figurar na 6ª posição estadual e 78ª nacional na geração de emprego

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Fernando Rogala

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Depois de registrar dois meses com mais desligamentos do que admissões, o panorama do emprego mudou completamente no mês de agosto em Ponta Grossa. Com 2.763 desligamentos e 3.133 admissões no período nos 31 dias, o saldo fechou positivo em 370 vagas, o que garantiu o sexto melhor resultado do Paraná, atrás apenas de Curitiba (2.811), São José dos Pinhais (598), Londrina (540), Maringá (430) e Foz do Iguaçu (424). 

Em levantamento divulgado pelo Governo do Estado, através do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com números baseados nas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, Ponta Grossa também aparece com destaque nacional. É uma das oito cidades brasileiras que ficaram entre as 100 que mais geraram vagas de emprego em meio aos 5.570 municípios do país. O resultado garantiu a 78ª posição nacional.

O Paraná foi o estado da região Sul com o maior número de municípios no ranking. “Há uma melhora no indicador de empregos no Paraná maior que no Brasil. Apesar do tamanho do Estado, tanto em número de municípios como de população, há uma participação significativa das cidades paranaenses no cenário nacional no que diz respeito à criação de novos postos de trabalho”, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior. Curitiba foi a terceira cidade brasileira, que criou 2.811 vagas. 

O secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonare, recorda que esses valores positivos não são momentâneos, mas uma constante, mantendo um patamar mais estável mesmo quando muitas cidades perderam muitos postos de trabalho em meio à crise. “Ponta Grossa já vem sendo destaque na geração de emprego nos últimos dois anos. É fruto de uma industrialização que tivemos, que reflete diretamente nos serviços. Se pegar a proporção desse ano de emprego na indústria, o serviço representa três ou quatro vezes mais”, ressalta. Para finalizar, ele acrescenta que foram mais de 1,2 mil MEI’s constituídos apenas neste ano na cidade, o que representa cerca de 2,4 mil novas oportunidades. 

No acumulado do ano, em oito meses, Ponta Grossa teve 759 novas vagas criadas no período. Já no acumulado dos últimos 12 meses, de setembro de 2017 a agosto de 2018, ocupa a sétima posição estadual, com um saldo positivo em 1.073.

Cidade é a terceira que mais gerou vagas na indústria

No setor industrial, Ponta Grossa ficou no ‘top 3’ estadual. O saldo ficou positivo em 162, apenas 11 vagas inferior à líder, São José dos Pinhais (173), e três atrás de Cascavel (165). No Paraná, foram 729 novos postos de trabalho no segmento. “A indústria tem um resultado muito relevante. Proporcionalmente, há uma interferência maior na geração de empregos no setor em municípios como São José dos Pinhais e Ponta Grossa, que contam com diversas empresas contempladas pelo programa de atração de investimentos do Governo do Estado”, destaca Suzuki

Projeção

Até dezembro, Carbonare acredita no crescimento dos índices de empregabilidade na cidade. Ele cita alguns fatores que devem contribuir para isso. “Temos a perspectiva de geração de emprego no comércio, com os temporários. Temos também a agricultura gerando emprego no plantio e depois na colheita. E temos o verão chegando, quando aumenta a industrialização da cerveja, que é uma cadeia importante para nós”, completa o secretário. 

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