Familiares de doadores recebem homenagem do HU
Evento do HU marca o Dia Nacional de Doação de Órgãos e homenageou família de doadores

Evento do HU marca o Dia Nacional de Doação de Órgãos e homenageou família de doadores
Numa solenidade emocionante, o Hospital Universitário (HU-UEPG), através da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), homenageou familiares de doadores de órgãos. O evento aconteceu na manhã nesta quinta-feira (27), dia Nacional da Doação de Órgãos.
Elivelton Silva Oliveira, Antônio David Richinski, João Ricardo Stracheche Sidnei Domingues Pereira Domingues e outros cinco doadores foram homenageados. Familiares, que autorizaram a doação em 2018, participaram da solenidade e colocaram as iniciais dos doadores na “A Árvore da Vida”, totem que fica exposto no saguão do Hospital.
A diretora geral do HU, Tatiana Menezes Garcia Cordeiro, afirma que este evento serve à informação da população porque, na maior parte das vezes, as pessoas são doadoras de órgãos e acabam não informando as famílias. Porém, na hora da decisão, quem é consultado é o familiar. “Queremos motivar que as pessoas se declarem como doadoras de órgãos e informem seus familiares, amigos, cônjuges. De outro lado, queremos levar à sociedade a importância deste trabalho”, ressalta. A diretora também valoriza o aspecto solidário da doação de órgãos. “Muitas vidas são salvas e muitas famílias têm condições de continuar convivendo com seus familiares porque contaram com um gesto de amor, que é a doação de órgãos”.
“Através da doação o Hospital cumpre de forma brilhante o seu papel de aumentar a expectativa de vida das pessoas. Este trabalho é um dos que melhor representam a função de um hospital, que é salvar vidas”, afirma o reitor Miguel Sanches Neto. Em mensagem aos familiares, o vice-reitor Everson Krum falou da emoção e satisfação em recebê-los. Ele destacou o grande gesto que eles tiveram ao “permitir que a vida continuasse”. Krum agradeceu o trabalho técnico CIHDOTT, desde a abordagem, captação e encaminhamento do órgão. “Isso não tem horário, não tem descanso, porque a principal motivação é proporcionar vida”, concluiu.
Depoimentos
Maria Odete Almeida é transplantada há 17 anos. Ela, que recebeu a doação de rim e compartilhou sua experiência durante a solenidade. Ela falou sobre a melhora da qualidade de vida após a cirurgia. Depois de fazer quatro anos de hemodiálise, Maria Odete foi transplantada e pôde estudar e trabalhar. “Hoje, sou formada em Ciências Biológicas e trabalho na Direção Acadêmica do HU. Deus coloca a gente no lugar certo”, diz.
Dalmo José Rodrigues, que tem síndrome renal policística e aguarda um transplante, fez um apelo. “A cada oito prováveis doadores, somente um acaba doando. Por isso a conscientização é tão importante”, diz. Preocupado a quantidade de pacientes na mesma situação que ele, Rodrigues está organizando a Associação Paranaense dos Renais Crônicos. “A entidade vai lutar por duas bandeiras principais: para que chegue ao Brasil a tecnologia do rim artificial e para a melhora da estrutura dos pacientes renais no Paraná”.
Conscientização
“O evento ajuda a colocar o tema para a sociedade e estimula os familiares conversarem antes do acontecimento de um evento trágico”, afirma a psicóloga do HU, Tatiana Martins. Ela esclarece que, independentemente da possibilidade de doação, assim que os pacientes são internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há um acompanhamento psicológico dos familiares. Este contato facilita o processo acolhida e abordagem sobre a doação de órgãos.
Sobre a doação
Em 2017 foram realizados 27 mil transplantes no Brasil. Em 2018, o HU destinou 15 órgãos de 6 doadores. Após diagnóstico de morte encefálica no hospital, com a autorização da família, a CET/PR é notificada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos – CIHDOTT sobre a existência de possível doador. A partir do comunicado, a Central emite uma listagem de potenciais receptores e mobiliza uma equipe médica especializada para a retirada dos órgãos e tecidos. Todo o processo deve acontecer num curto espaço de tempo. Em alguns casos, como transplante de coração, o tempo entre a retirada do órgão do doador e o transplante no paciente não pode ultrapassar quatro horas.
“Quando a família autoriza a doação, o Hospital Universitário faz a captação e destinação dos órgãos a receptores compatíveis”, afirma o Coordenador da CIHDOTT, Guilherme Arcaro. O encaminhamento para Curitiba ocorre a partir do ranking da Central de Transplante de Órgãos Central Estadual de Transplantes (CET/PR). “Os receptores que aguardam um órgão no Paraná são prioridade, mas já houve casos que destinamos para outros estados como São Paulo”, esclarece.
A Árvore da Vida
“O objetivo da Árvore da Vida é valorizar durante os 365 dias do ano aqueles que num momento de dor pensam na vida do próximo e têm um gesto de solidariedade”, afirma o Enfermeiro e Coordenador da CIHDOTT, Guilherme Arcaro. Benildes Kaiut Schemberger, representante da equipe do CIHDOTT, explicou que a árvore tem três raízes. A primeira representa o paciente doador, a segunda o receptor e a terceira a equipe multiprofissional hospitalar que atua na mediação da doação. “Na árvore, as estrelas têm as iniciais dos doadores e os corações as dos receptores”, complementa a psicóloga do HU, Tatiana Martins.
Com informações da Assessoria de Imprensa





















