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Conselho traçará metas para o desenvolvimento a longo prazo

CDEPG foi criado por lei municipal com o objetivo de planejar o futuro da cidade através do desenvolvimento econômico

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Fernando Rogala

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Alinhar as diretrizes para o crescimento da cidade a longo prazo. Esse é um dos principais objetivos da criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG), já sancionado em Lei Municipal e que teve seus integrantes nomeados no último dia 14 de setembro. Mais detalhes sobre esse conselho, que terá a sua primeira reunião em outubro ou novembro, foram revelados em entrevista ao vivo no Portal aRede, na tarde desta quarta-feira (26), pelo Secretário de Indústria, Comércio e Qualificação, Paulo Carbonare. Além de ser um dos membros titulares do conselho, Carbonare contribuiu para a criação, fazendo parte do desenvolvimento do CDEPG. 

Antes de falar sobre as características do conselho, o secretário relembrou um pouco mais da história. Conforme ele recordou, essa criação de um conselho de desenvolvimento econômico fazia parte do plano de governo do Prefeito Marcelo Rangel, quando candidato à reeleição, em 2016. Ele se comprometeu com a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa em criar isso, e que desde aquela época há o planejamento. “Começamos o trabalho com o Conselho de Desenvolvimento de Maringá, que serve de exemplo para todas as cidades. Fomos como secretaria, junto com a Acipg, e definimos que aquele seria o modelo melhor para ser gerido. E com a ajuda do Codem, com os erros e acerto que tiveram, fizemos as leis baseadas nessas diretrizes”, informa Carbonare. 

A partir disso, informa o secretário, foi criado o conselho, formado por uma plenária, que são as entidades focadas em desenvolvimento, e dentro desse conselho há as câmaras técnicas, cinco no total: de tecnologia e inovação, de atração de investimentos, da cadeia de agronegócios, de comércio e serviços e do comércio exterior. Com isso, há o norte de, juntos, pensar e planejar a cidade para o futuro. “Objetivo principal é ter uma política de longo prazo, como Maringá, que tem o Maringá 2047, que é o ‘masterplan’ que têm para o desenvolvimento da cidade. Então, a partir disso é possível saber para onde vão os investimentos, e sabem o que precisam, buscar como sociedade civil organizada, para conseguir isso”, esclarece. 

Dois estudos servirão como uma forte base para definir as diretrizes, informa Paulo Carbonare: o PMAI, que é o programa de atração de investimentos, contratado junto à APD, com apoio da Acipg, cujos resultados já foram conclusivos, e o ecossistema de inovação, contratados, em parceria com o Sebrae, junto à Certi. O próximo passo é a reunião para fazer a aprovação do regimento e ter a escolha do presidente em efetivo. “Saindo disso, já começamos a ver quais os indicadores que as câmaras técnicas podem levantar; e quais podem ser usados para medir como está a cidade no questão de desenvolvimento, como investimentos em saúde e educação que faz parte do desenvolvimento. Ter índices que sejam uma política da cidade, para que independente do governo que entre, consiga manter a cidade a longo prazo, sem que ocorra uma quebra com a troca de governos”, analisa.

Setores de Turismo e tecnologia estarão entre os priorizados

À frente da secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional desde janeiro de 2015, Carbonare aponta alguns setores que acreditam que deva ser olhado com mais cuidado para o futuro. Entre eles, o turismo. “É um vetor de desenvolvimento muito forte, porque temos aeroporto e belezas naturais, mas precisamos convergir tudo isso. E o turismo converte tudo no comércio. Acredito que é o ponto mais rápido para que o comercio colha esses frutos e vejo, para a geração de emprego, o turismo mais próximo de oportunidades”, descreve.

Outro ramo apontado como fundamental para ter investimento é a tecnologia. “A vertente que está crescendo e temos que investir urgentemente em Ponta Grossa é a Inovação. Vamos lançar o centro de inovação, criar essa conectividade entre departamento e faculdades, órgãos públicos indústrias e empresas. É uma grande vertente de geração de emprego com valor agregado na mão de obra”, completa Carbonare.

Conselheiros foram nomeados

No total, foram nomeados 20 conselheiros. Fazem parte o prefeito, os secretários municipais da Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Agricultura e Pecuária, Planejamento, Fazenda e Meio Ambiente; representantes da Fundação Municipal de Turismo, UEPG, UTFPR, Sebrae, três conselheiros da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), Casa da Indústria/FIEP, Sociedade Rural, Sindicato Patronal Rural, Sindicato dos Hotéis e Bares, Sindicato dos Empregados no Comércio, Associação dos Engenheiros e Arquitetos e de veículos de comunicação.

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