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Lava Jato prende executivos de concessionárias

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 16 de prisão preventiva em Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Maringá, Londrina e São Paulo.

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Da Redação

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Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 16 de prisão preventiva em Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Maringá, Londrina e São Paulo.

Agentes da Polícia Federal cumprem hoje (26) 19 mandados de prisão em Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Maringá, Londrina (PR) e São Paulo (SP). Os alvos da 55ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Integração II, visam pessoas envolvidas em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato na administração das rodovias federais no Paraná.

Entre eles, intermediadores, agentes públicos e nomes ligados a seis concessionárias que administram o Anel de Integração do Paraná - Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná. As informações são do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná.

De acordo com informações publicadas pela Gazeta do Povo, o juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba, decretou três prisões preventivas e 16 prisões temporárias. Das preventivas, foram alvos o presidente da Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias (ABCR), João Ciminazzo Neto, o advogado e funcionário da Econorte, João Marafon Júnior, e o presidente do Conselho de Administração da Triunfo Participações e Investimentos, Luiz Fernando Wolff de Carvalho.

Dos 16 mandados de prisão preventiva, um deles foi expedido em Ponta Grossa. Confira a lista:

  • Aldair Petry (Neco), que exerceu a função de diretor-geral da Secretaria de Infraestrutura e Logística;
  • Elias Abdo Filho, suspeito de envolvimento em suposto esquema de lavagem de dinheiro com Pepe Richa;
  • Ivano Abdo, suspeito de intermediar a produção de dinheiro em espécie para as concessionárias;
  • Beatriz Luciana Assini, secretária de João Chiminazzo Neto na ABCR;
  • Evandro Couto Viana, diretor superintendente da Ecovia e Ecocataratas;
  • José Camilo Teixeira, diretor presidente da Viapar;
  • José Alberto Moraes Rego de Souza Moita, ex-presidente da CCR Rodonorte (atualmente na CCR Engelog, com sede em Jundiaí);
  • José Julião Terbai Junio, diretor presidente da Caminhos do Paraná;
  • Ruy Sergio Giublin, suspeito de articular e negociar as propinas pagas pela Caminhos do Paraná;
  • Antônio Carlos Cabral de Queiroz, funcionário do DER e Agepar;
  • Maurício Eduardo Sá de Ferrante, diretor jurídico da Agepar;
  • Luiz Claudio Luz, chefe de gabinete de Pepe Richa;
  • Cláudio José Machado Soares, diretor da CCR Rodonorte;·        
  • Mario Cezar Xavier Silva, funcionário da Ecovia.

Em nota, a Polícia Federal explicou que esses nomes estão ligados a núcleos organizados para explorar e obter benefícios indevidos a partir de contratos de concessão de rodovias federais no Paraná.

Segundo a PF, o grupo político era composto por autoridades do governo do estado que agiam em benefício das concessionárias. O núcleo técnico envolvia agentes públicos com estreita ligação com as empresas contratadas.

Nota da CCR

A CCR Rodonorte encaminhou uma nota oficial ao portal aRede sobre a 55ª Operação Lava Jato. "Com relação às notícias veiculadas hoje relativas a ações da Polícia Federal em São Paulo e no Paraná, a CCR informa que tem contribuído com as autoridades no sentido de esclarecer todos os pontos pertinentes à questão em curso e permanece à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários", diz.

O grupo informou ainda que desde de feveiro deste ano, quando surgiram denúncias envolvendo o Grupo CCR, "o Conselho de Administração da companhia imediatamente constituiu um Comitê Independente para conduzir investigação de todos os fatos relacionados. Os trabalhos do Comitê Independente estão adiantados e, assim que concluídos, seus resultados serão reportados ao Conselho de Administração e autoridades", diz a nota da empresa.

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