Gás de cozinha tem novo aumento em Ponta Grossa
Revendas de gás estão comprando produto 3% mais caro. Concorrência ilegal também prejudica o mercado

As revendas de gás de cozinha de Ponta Grossa estão comprando os botijões 3% mais caros que no mês passado. O novo aumento é referente aos reajustes salariais dos funcionários das categorias que trabalham nas distribuidoras. No mês passado, o produto já tinha sofrido uma alta de 8% por causa do PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final), aplicado pelo Secretaria da Fazenda do Paraná.
Esse novo percentual ainda não foi repassado ao consumidor final por boa parte das 95 empresas filiadas ao Sinegás (Sindicato das empresas de atacado e varejo de gás) em Ponta Grossa. Isso acontece diante crise financeira e da concorrência desleal com revendedores clandestinos, que têm vendido produto ilegal, colocando em risco a segurança das famílias.
A presidente do Sinegás, Sandra Ruiz, alerta que está previsto mais um aumento para ser feito pela Petrobras no mês que vem. “A política de preços da estatal prevê reajustes a cada três meses. Um dos fatores que influenciam diretamente a composição dos preços da Petrobras é a cotação da moeda americana e os preços internacionais do petróleo. De acordo com o atual cenário, já podemos esperar uma nova alta para outubro”, ressaltou Sandra.
O problema é que esta política de preços adotada pela Petrobrás, os reajustes salariais, as altas no diesel e na gasolina, e a concorrência desleal com os vendedores clandestinos de gás tem levado têm inviabilizado o negócio e se tornou o principal motivo para a falência das revendedoras. Tanto que só este ano 628 empresas do setor fecharam as portas no Paraná.
“As revendas estão sufocadas. O mercado é muito concorrido e as empresas sempre têm a dificuldade de repassar, só que toda vez que um revendedor segura e não reajusta o valor, coloca em risco a situação financeira da empresa. Um outro problema é a concorrência com os piratas, que vendem o produto por um preço menor. É que eles não pagam impostos e nem respeitam qualquer norma de segurança da Agência Nacional de Petróleo”, disse Sandra Ruiz.
As informações são da assessoria.





















