Prefeitura assumirá gestão do Restaurante Popular
O Restaurante Popular Guilherme Cavina, de Ponta Grossa, será gerido pela Prefeitura a partir do dia cinco de janeiro. A informação partiu do Prefeito Marcelo Rangel na tarde desta terça-feira (16).
O local, que fechou as portas na última quinta-feira (11) por falta de verbas, reabriu hoje e, inclusive, já estava servindo almoço para a população. A Ação Social Paraná (ASP), ONG que prestava serviços para a Prefeitura e geria restaurantes populares em todo o estado, alegou que a gestão municipal não realizava o repasse do dinheiro há quatro meses e encerrou temporariamente os serviços na semana passada. Agora ela irá capacitar os funcionários do poder público durante cerca de 20 dias para entregar definitivamente o local para a Prefeitura.
O prefeito Marcelo Rangel informou que repassou cerca de R$ 1,2 milhão para a ASP e que, conforme o contrato assinado entre as duas partes, ela não poderia encerrar os serviços no ano de 2014. "Segundo a legislação e contrato que temos em vigência, ela [Ação Social paraná] só poderia fazer qualquer tipo de manifestação nesse sentido a partir do ano que vem, e somente através de um comunicado oficial", explica Marcelo Rangel.
A empresa retomou o serviço, mas já fazendo o treinamento dos funcionários da Prefeitura. A partir do ano que vem, o poder público assume o restaurante e dará prioridade de atendimento para pessoas que necessitam de "segurança alimentar", conforme destacou Rangel. "Daremos prioridade para pessoas atendidas pelo Cras e pelo programa 'Mercado da Família', pois necessitam de um aparo nesse sentido", ressaltou o prefeito.
Local fechou temporariamente por falta de verba
Após quase quatro meses sem receber a verba da Prefeitura destinada para a instituição, a entidade que cuida do local precisou 'fechar as portas' do Restaurante Popular na última quinta-feira (11). De acordo com a coordenação, cerca de R$ 480 mil não foram entregues para o funcionamento do local.
Foi a segunda vez que o restaurante popular paralisou as atividades – a primeira aconteceu no final de 2013. Segundo a administração, o valor não é repassado desde setembro deste ano, o que impossibilitava o funcionamento. O dinheiro era proveniente do governo federal e a administração municipal redistribuía o valor para a Ação Social Paraná (ASP). Ele era utilizado para a compra de alimentos e pagamento dos funcionários. A partir do ano que vem, a própria Prefeitura irá gerenciar o restaurante, rompendo contrato com a ASP.





















