Entidades ligadas aos caminhoneiros descartam greve
Motoristas fizeram filas em postos de diversos estados diante do rumor de uma greve. Lideranças descartam paralisações nos próximos dias

O anúncio, na última sexta-feira (31), do reajuste no preço do diesel na casa dos 13%, levou o temor a muitos motoristas, de diversos pontos do Brasil. Filas se formaram nos postos de combustíveis de muitas cidades, em função da propagação da informação de uma suposta greve entre os caminhoneiros, como foi a registrada nos últimos dias de maio. Não há motivos para pânico, contudo: Josmar Richter, presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Carga de Ponta Grossa (Sindiponta), afirma que os transportadores não concordam com essa paralisação, e que federações de transporte de estados brasileiros não anunciaram nenhum apoio a mobilizações.
A informação que circulou de uma suposta greve foi a da convocação da União dos Caminhoneiros do Brasil (UDC), que não foi reconhecida por outras entidades e associações representativas pelo país. Richter alega que não há motivos para paralisações. “Nós não concordamos porque o governo está cumprindo o acordo, como a questão do pedágio (eixo suspenso). O diesel teve reajuste, mas de acordo com o contrato, havendo aumento no diesel, haverá mudança na tabela de fretes, e o frete tem que ser reajustado. Então não vamos motivos para isso; é mais especulação”, relatou o líder sindical e empresário no setor. Além disso, como ele lembra, o governo está mantendo o subsídio ao combustível.
“O mercado de transporte está baixo, deu uma diminuída geral, talvez até por ser época de eleição. Mas nem mesmo as federações estão falando em parar. Porque os contratos contemplam que se haver aumento do diesel, o frete sobe, então tem que fazer a negociação com o embarcador”, completa Richter. Como previsto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou que irá ajustar a tabela – a Lei 13.703, de 2018, prevê que uma nova tabela com frete mínimo seja publicada quando houver oscilação superior a 10% no preço do diesel.
A tabela atualizada deverá ser publicada até quarta-feira, dia 5. Além disso, houve o compromisso da ANTT para a fiscalização se os preços mínimos realmente estão sendo cumpridos. As empresas que não cumprirem os valores poderão receber multas.
Alta no dólar e nos preços internacionais motivaram o reajuste
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou a nova tabela, com os preços de referência para a comercialização do diesel nas diversas regiões do país, na última sexta-feira, dia 31. Os novos valores refletem os aumentos dos preços internacionais do diesel e do câmbio no último mês. Com isso, a Petrobras revelou que esse reajuste chegaria aos 13%, ao passar de R$ 2,03 para R$ 2,29 nas refinarias. Hélio Sacchi, presidente da Associação dos Operadores dos Postos de Combustíveis de Ponta Grossa e Região, explicou que o reflexo disso nas bombas dos postos seria entre R$ 0,35 e R$ 0,40, já que ao consumidor final o impacto basicamente será o mesmo, na mesma casa percentual.





















