Réu é condenado a 15 anos por assassinato
Julgamento ocorreu em Ponta Grossa, quinta-feira, e demorou mais de 14 horas

O Tribunal do Júri da Comarca de Ponta Grossa julgou, nessa quinta-feira, processo criminal oriundo da cidade de Castro. O desaforamento (mudança de Comarca) ocorreu em razão de o crime ocorrido em 2009 ter grande repercussão, por envolver pessoas de famílias tradicionais. O Ministério Público protestou pelo desaforamento e o Tribunal de Justiça, designou a comarca de Ponta Grossa, para o julgamento.
Em abril de 2009, o denunciado Fabio Tomio Ueno, após desentendimentos de um irmão de nome Toschio Ueno, com a vítima Flávio Gil Zanon, dirigiu-se armado à residência desta, e após discussão entre ambos, desferiu um - tiro de revólver na cabeça, matando-a. Denunciado por crime de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) pelo Ministério Público de Castro, foi julgado pelo Tribunal do Júri de Ponta Grossa.
Os debates perduraram por quase 14 horas, com as dependência do plenário
totalmente lotado, em face da presença de inúmeras pessoas de Castro, que acompanharam o julgamento. Por decisão dos jurados, foi acolhida a denúncia contra Fabio Tomio Ueno, resultando mesmo, por ser condenado à pena de quinze anos e dois meses de reclusão em regime fechado.
Presidiu o julgamento, o juiz Luiz Carlos Fortes Bittencsourt, cabendo a acusação à Promotora de Justiça Fernanda Basso Silvério, sendo assessorada pelos assistentes de acusação, os advogados Luiz Carlos Simionato Junior e Angelo Pilatti Junior, contratados pela família Zanon. Já a defesa do réu coube aos advogados Sergio Odilon Javosrki Filho e Matheus Gabriel Rodrigues de Almeida, de Curitiba.





















