Pingle instala escritório para iniciar atividades
Executivos da empresa estarão em Ponta Grossa no próximo mês para avaliar terreno a ser doado e detalhar instalação

Já está em operação em Ponta Grossa o escritório do Grupo Pingle, empresa chinesa que produz máquinas e equipamentos utilizados em moinhos de trigo, um dos maiores do mundo em sua área de atuação. A empresa aguardou todo o trâmite legal e obteve o alvará na segunda-feira, dia 20 de agosto, quando iniciou oficialmente seus trabalhos na cidade. Agora a empresa busca um imóvel para a instalação provisória e é questão de tempo até poder começar a fazer as importações das peças, o que deverá ser viável a partir de outubro, explica o secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Henrique Dalle Carbonare.
Para o começo das operações no país, a empresa busca um barracão com metragem entre 3 mil m² e 4 mil m². A prefeitura fez a indicação de potenciais locais para a instalação, e agora a empresa está buscando esses locais e negociando. Como bem lembra Carbonare, no entanto, esse local será provisório, já que em breve a empresa deve construir sua sede própria na cidade, em um terreno que será cedido pela Prefeitura – algo parecido com o que ocorreu com a B.O. Packaging. “O terreno já está pré-definido, reservado, para que venham olhar junto com a diretoria, para poderem se instalar”, explica o secretário municipal.
Essa apresentação do terreno ocorrerá em setembro, quando representantes da Pingle estarão no Brasil, participando do Congresso Internacional da Indústria do Trigo (Abitrigo). É na segunda quinzena de setembro que eles estarão em Ponta Grossa, quando virão discutir as questões relativas à doação de área, investimentos futuros e geração de emprego.
O Abitrigo será realizado no município de Foz do Iguaçu entre os dias 23 e 25 de setembro, e tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento e crescimento de toda a cadeia que envolve o cereal no Brasil e em outros países. Por trabalhar justamente nessa área de trigo, a Pingle fará um workshop, apresentando seus equipamentos. “Eles estarão posicionando todo o mercado brasileiro e internacional que estão se instalando na cidade de Ponta Grossa. E que vão iniciar essas importações para esse atendimento de manutenção”, esclarece Carbonare.
O escritório da empresa está instalado em um ponto comercial na Rua Doutor Francisco Búrzio, número 99. A Pingle já fez um aporte de capital integralizado de R$ 3,6 milhões, nesse primeiro momento, para iniciar as operações, e multiplicarão em algumas vezes esse aporte para a construção da sede própria, no futuro. Nas próximas semanas a empresa deverá fechar o contrato com o local de instalação provisório. “Acredito que nos próximos 45 dias, que é um prazo legal de importação, eles já devem estar operando para atender a todo esse mercado”, informa.
Empresa fornecerá equipamentos para toda América Latina
O mercado da Pingle será toda a América Latina. Ponta Grossa venceu o embate contra outras duas cidades, que poderiam sediar o projeto, em estados diferentes: uma de Santa Catarina e outra de São Paulo (Guarulhos). Toda a aproximação ocorreu ainda neste ano, quando um agente responsável pela prospecção veio ao município. Em março os chineses vieram para Ponta Grossa e, em maio, uma comitiva do município foi até a China, para selar a parceria. Como já explicou o secretário Paulo Carbonare, os diferenciais de Ponta Grossa em relação às outras cidades foram o potencial agrícola, a logística privilegiada e por ser, hoje, o maior polo de moagem de trigo do Brasil. A Pingle já atende a mais de 30 indústrias no Brasil e terá com ‘concorrentes’ as empresas Bühler e Sangati Berga.





















