Rapaz que matou ex-namorada é expulso da UEPG
Decisão contra rapaz que é réu por crime de feminicídio foi publicada em Diário Oficial

Decisão contra rapaz que é réu por crime de feminicídio foi publicada em Diário Oficial
Mateus Gonçalves da Silva, matriculado no curso de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), réu no processo em crime de feminicídio contra a sua ex-namorada Nathalia Deen, foi expulso pela instituição.
A portaria com a decisão da comissão disciplinar instalada pela UEPG foi publicada na última quarta-feira (22), no Diário Oficial do Estado. O processo contra o acadêmico que estava no quarto ano foi aberto da Universidade no dia 10 de abril. O rapaz segue preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza em Ponta Grossa.
O crime aconteceu no dia 6 de abril, no condomínio aonde a jovem morava no bairro de Uvaranas. Mateus é acusado de violentar e desferir oito golpes de faca em Nathalia até a sua morte. Além disso, o indivíduo feriu o irmão da vítima, Carlos Deen, com três golpes e tentou asfixiá-lo.
Logo após o crime, Mateus atentou contra a própria vida, ao quebrar uma porta nos fundos do Bloco M no Campus Uvaranas e tentar cortar os pulsos com o vidro. Porém, foi impedido pelos vigilantes da UEPG. Os guardas acionaram a Polícia Militar, que encontrou o rapaz inconsciente no local. Ele foi atendido por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros, foi internado no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), onde permaneceu sob custódia.
Dias após a ocorrência, os advogados de defesa de Mateus buscaram revogar sua prisão, alegando que o réu não trazia risco à ordem pública e não se enquadrava em nenhum dos critérios previstos na lei para a preventiva. Na ocasião, a defesa também destacou que o acusado não possuía antecedentes criminais e era réu primário. Os advogados ressaltaram que Mateus desejava “retornar a sua formação universitária de forma regular".
No dia 25 de abril, o Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) indiciou Mateus por homicídio com quatro agravantes. Além da qualificadora de feminicídio, quando o crime é cometido em razão da condição da mulher, a Promotoria aponta que a motivação foi torpe, os meios utilizados para matar cruéis e, ainda, com impossibilidade de defesa da jovem.
Já em relação à tentativa contra Carlos, o MP pede a condenação por tentativa de homicídio triplamente qualificada. Mateus é acusado de tentar matar o rapaz com meio cruel (facadas), à traição (a vítima estava dormindo no momento do crime) e, por fim, a Promotoria alega que o crime foi executado para que o estudante pudesse ter êxito no assassinato de Nathalia.





















