Versão de testemunhas pode definir indiciamento de motorista
Os rumos da investigação a respeito do atropelamento de duas mulheres em frente à Cadeia Pública Hildebrando de Souza devem começar a ser definidos a partir dos depoimentos das vítimas, de acordo com a Polícia Civil.
Jonathan Alves, de 22 anos, prestou depoimento na noite da última segunda-feira (8) na 13ª Subdivisão Policial. O rapaz conversou com o delegado responsável pelo caso, Flávio Zanin.
Zanin explicou a linha de defesa do motorista. Ele teria dito que voltava de viagem e, sem descansar, aceitou o convite de alguns amigos para ir até o penúltimo dia da 25ª Münchenfest. Após ficar a noite toda acordado, Jonathan acabou cochilando ao volante enquanto voltava para casa - por volta das 7h do domingo (9). Com isso, ele teria subido na calçada onde algumas pessoas aguardavam o horário de visitas no presídio e acabou atropelando, sem intenção, duas mulheres. Elas estão internadas em estado grave.
Apesar do motorista garantir que não bebeu durante a noite, o delegado não descartou a hipótese de que ele possa ter consumido algum tipo de bebida alcoólica - principalmente pela característica do evento em que estava, a ‘Festa Nacional do Chope Escuro’. O advogado de Jonathan, Laertes Costa Junior, em entrevista para o Portal ARede, afirmou que existem testemunhas que garantam que o rapaz não teria bebido durante a noite.
O delegado Flávio Zanin não encontrou, na versão de Jonathan, nenhum elemento que caracterize a ação como intencional. No entanto, ressaltou que a versão precisa ser checada. “Temos que precisar todas as informações colhidas antes de tomar qualquer posicionamento. Pelo depoimento de Jonathan, parece que não houve nenhuma intenção em atropelar as vítimas. Mas é necessário mais informações para chegar a uma conclusão”, destacou o Zanin.
Como não houve flagrante, Jonathan foi liberado pela polícia após o depoimento. O delegado confirmou que o rapaz será indiciado, mas a tipificação do caso ainda não está definida. O motorista pode responder por lesão corporal dupla ou por duplo homicício tentado, dependendo do resultado das investigações.
Vítimas devem ser ouvidas em breve
O próximo passo da Polícia Civil é colher depoimentos de testemunhas - inclusive das duas vítimas. Uma delas, de 25 anos e grávida, está com o quadro clínico estável e apresentou melhoras nos últimos dias. A outra, de 47 anos, ainda não consegue se comunicar e segue internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As duas devem ser ouvidas somente após receber alta.





















