Câmara adia debate sobre multas contra má conservação de calçadas
Após pedido de Geraldo Stocco (REDE), proposta que trava do tema saiu da pauta por cinco dias úteis

Após pedido de Geraldo Stocco (REDE), proposta que trava do tema saiu da pauta por cinco dias úteis
A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) adiou por cinco dias úteis o debate sobre o projeto de lei (PL) 143/2018, de autoria do Poder Executivo. A medida propõe uma multa de quase R$ 4 mil o morador que não cuidar do passeio público da própria casa. A medida atualiza a legislação que trata do tema e está vigente desde 1999, mas foi questionada por vereadores da oposição e da base governista.
O pedido de vistas do projeto foi feito pelo vereador Geraldo Stocco (REDE) que apontou erros no texto sugerido pelo Poder Executivo, além de afirmar que a medida poderia se tornar uma “fonte de renda” para o Executivo – a Prefeitura propõe consertar as calçadas e depois cobrar o valor dos donos do terreno. “Acredito que esse não seja o melhor caminho a ser adotado”, disse o vereador.
A medida é mais uma ação da gestão de Marcelo Rangel (PSDB) para atualizar o chamado ‘Código de Obras’. A proposta do Executivo é garantir que o processo de fiscalização e punição sejam eficientes para os munícipes que não cuidarem dos passeios públicos. Com isso, a sugestão é que o munícipe que não deixar o passeio público em situação adequada será notificado via Diário Oficial ou pessoalmente e terá 30 dias para solucionar a situação.
Caso no prazo estipulado a falta de manutenção continue, a própria Prefeitura irá realizar o reparo e o cidadão será multado em 50 valores de referência (VRs), cerca de R$ 3,8 mil, além de ter que arcar com o conserto realizado pelo município e ser incluído na dívida ativa. Atualmente a legislação prevê que a Prefeitura notifique o cidadão pela falta de cuidado com publicação nos meios de imprensa.
Kalisnoki questiona
Na visão do vereador do PSDB, Eduardo Kalinoski, a Prefeitura, através da Secretarias de Serviços Públicos, não teria condições (pessoal) suficientes para dar conta da demanda. “Acredito que isso deveria ser repassado a uma empresa terceirizada porque o município tem outras demandas nesse sentido”, disse o vereador.





















