PG tem 5 empresas entre as maiores exportadoras

O município de Ponta Grossa sedia cinco das 10 maiores exportadoras do Estado do Paraná. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, através dos dados de exportações já consolidados de 2013, as empresas BRF (2ª maior exportadora do Estado), Bunge (3ª), Cargill (5ª), Louis Dreyfus (7ª) e Nidera Sementes (10ª), possuem unidades em Ponta Grossa. Na região dos Campos Gerais, há oito empresas entre as 40 principais exportadoras do Estado.
No ano de 2013, Ponta Grossa enviou US$ 1,22 bilhão em produtos para outros países, sendo a quinta cidade que mais exportou no Estado do Paraná. Entre as empresas existentes no município, cinco delas exportaram mais de US$ 100 milhões em produtos. A BRF foi a maior exportadora, seguida pela, Bunge Alimentos, Louis Dreyfus, Biosev e Nidera Sementes. Outras duas empresas exportaram entre US$ 50 a US$ 100 milhões: a Cargill Agrícola e a Noble Brasil. “De acordo com o código tributário nacional, não é permitido o fornecimento de dados individuais”, lembra Roberto Zurcher, economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
Na região dos Campos Gerais, além das empresas instaladas em Ponta Grossa, outras três se destacam. A Klabin, que possui unidade fabril em Telêmaco Borba, exportou US$ 345 milhões, sendo a 13ª maior exportadora do Estado. Já a Braslumber, que possui uma unidade em Jaguariaíva, e a Braspine, que também tem uma unidade em Telêmaco Borba, aparecem, respectivamente, na 35ª e 36º posições do ranking estadual de exportações, com cada uma exportando quase US$ 90 milhões.
O economista da Fiep, Roberto Zurcher, lembra que o município se destaca pela exportação de commodities. “A região é muito produtiva no campo agropecuário e é essencialmente agrícola. Com isso, há várias empresas dessa área localizadas em Ponta Grossa”, pontua. O Coordenador Regional da Fiep, Álvaro Scheffer, reconhece que a região se destaca no comércio de soja, em função das moageiras, e da produção de alimentos. Contudo, há a intenção de criar um ambiente propício para que outras empresas, de outros ramos, se destaquem na exportação. “Essas empresas fazem parte das empresas que estão indo muito bem nas exportações, elas têm importância grande no sentido de que, mesmo que o país tenha retração de mercado interno, a nossa região ainda deve se manter com boa atividade produtiva. Agora, nós esperamos fazer com que outras indústrias, de outros ramos que estão instaladas em Ponta Grossa, para que, a partir de 2015, voltem novamente a trabalhar na exportação”, relata.
Volume exportado cresce em 2014
Em 2014, entre os meses de janeiro a outubro, as exportações de Ponta Grossa (em valor de negócios) estão 5,08% abaixo das registradas em 2013, valor inferior à média estadual, onde a redução foi de 7,80%. Porém, o volume de produtos exportados cresceu em 22,3% - o que mostra que uma quantia maior de commodities foi negociada, como lembra Álvaro Scheffer, já que elas tiveram uma queda de valor no mercado internacional. Assim, em 2015, ele crê que outros produtos também devem ser enviados ao exterior, principalmente com o mercado propício que se desenha, com a valorização do dólar. “Temos que olhar o mercado externo com bons olhos, que há um potencial grande de mercado, principalmente pela eminência da redução do mercado interno. Negócios começaram cair e, para isso, precisamos achar alternativas. E Ponta Grossa é muito bem localizada para exportar. O que precisamos fazer é tentar migrar a exportação de produtos básicos para outros com maior valor agregado, manufaturado, com tecnologia, para aumentar o percentual na quota de exportação”, declara.
Informações do Jornal da Manhã.





















