Advogado pede investigação sobre conduta de segurança
Episódio no Fórum enseja a abertura de um procedimento, para apurar excessos e condutas impróprias do segurança

Para o advogado Fernando Madureira, o episódio ocorrido na semana passada, no interior do Fórum de Ponta Grossa, enseja a abertura de um procedimento, para apurar excessos e condutas impróprias do segurança, que barrou a entrada uma profissional. ‘O atentado à personalidade da advogada, pelo funcionário da empresa de segurança deve ser investigado, pois afigura que excedeu aos limites da razoabilidade, da proporcionalidade, da boa convivência, agindo com desrespeito, de forma a violar o direito à dignidade, consagrado na Constituição Federal, passível de indenização pelos danos morais’, assinala.
No episódio, a advogada, que atua há mais de 10 anos na profissão, afirmou que foi barrada no sistema de detecção de metais em sucessivas tentativas de entrar no Fórum. ‘Não se discute sobre a legalidade do uso destes sistemas de segurança, o que deve ser analisado é o comportamento dos vigilantes. Não pode surgir qualquer tipo de constrangimento desnecessário que impeça que pessoas sem qualquer compromisso com a violência deixem de entrar em local público ou, sejam impedidas, por despreparados, de exercer o seu trabalho’, comenta o criminalista.
Sem generalizar, Madureira diz que algumas empresas de segurança não investem em treinamento, colocam elementos despreparados os quais não têm habilidade para resolver simples situações que poderiam ser facilmente esclarecidas com o diálogo e apresentação de identificação. ‘Alguns funcionários destas empresas, dotados de pouca instrução, ganham camisetas escrito “segurança” e acham que são “autoridades”. E mais, pensam que estão acima da lei, que podem agir com “grosserias” ou fazer uso de violência sem qualquer razão que justifique. Enfim, o ocorrido é mais um exemplo do péssimo serviço prestado por empresas contratadas pelo Estado’, ressalva.
A direção do Fórum de Ponta Grossa instaurou um processo para investigar o ocorrido durante a tarde de quinta-feira (5), quando uma advogada se sentiu agredida em suas prerrogativas profissionais ao entrar no local.





















