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Fórum instaura procedimento para apurar violação de prerrogativas

Advogada foi barrada na entrada do Fórum de Ponta Grossa na semana passada após passar pelo detector de metais.

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Da Redação

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Advogada foi barrada na entrada do Fórum de Ponta Grossa na semana passada após passar pelo detector de metais.

A direção do Fórum de Ponta Grossa instaurou um processo para investigar o ocorrido durante a tarde de quinta-feira (5), quando uma advogada se sentiu agredida em suas prerrogativas profissionais ao entrar no local.

No episódio que lhe rendeu constrangimento, a advogada, que atua há mais de 10 anos na profissão e pediu para não ser identificada, afirmou que foi barrada no sistema de detecção de metais em sucessivas tentativas de entrar no Fórum. “Como havia estado lá pela manhã, tirei o casaco e, sem sucesso, também o sapato. O alarme continuou disparando e tive de explicar ao segurança que não teria como tirar o sutiã, cujo modelo inclui hastes metálicas. Entrei no Fórum descalça. E também tive a bolsa revistada”, explica.

Para a advogada, o problema não é a revista e o cuidado do acesso em si, mas a rispidez e diferença de tratamento que se estabelece em relação a juízes e outros funcionários do Fórum. “Eu entrei para trabalhar assim como outro profissional, mas acabei passando por um constrangimento muito grande à frente do meu cliente. Um vigia do sexo masculino tentou revistar a mim e minha bolsa, mas me recusei. Outros funcionários do Fórum não têm as bolsas revistadas ao entrar no local”, afirma.

Durante entrevista, a profissional ressaltou que não é contra o processo de revista em si, mas quer que ele seja igual para todos os trabalhadores do local e também exige que vigilantes do sexo feminino sejam as responsáveis pela revista em mulheres. “Se houvesse uma vigia no local, ela provavelmente ia entender a situação e me liberar. Evitaria todo o constrangimento”, analisa.

Durante esta terça-feira (10), a juíza responsável pelo Fórum, Noeli Reback, convocou uma reunião com a presença de membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para analisar a questão. O vigilante responsável pelo procedimento também será interrogado. Além disso, imagens de segurança devem auxiliar no processo para entender o ocorrido.

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