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Comando da PM abre procedimento contra Capitão

VÍDEO
| Autor: Rodrigo de Souza

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O tenente-coronel da 4ª Comando Regional da Polícia Militar, João Jorge dos Santos Junior, se pronunciou a respeito de um vídeo que circula nas redes sociais, onde um policial à paisana aparece com uma arma em punhos. A corporação irá abrir um procedimento administrativo interno para apurar o que teria acontecido no estacionamento do supermercado onde a ação foi gravada.

João Jorge afirmou que o Capitão Sergio Nabozny, que aparece no vídeo segurando a arma, teria relatado à corporação que aguardava a esposa e o filho no estacionamento do mercado. A mulher teria dito ao policial que quatro rapazes estariam 'mexendo' com ela dentro do estabelecimento e, quando ela chegou ao caixa, um deles fez menção de que estaria armado.

O Capitão, mesmo à paisana, foi averiguar a situação. Ele teria chamado reforço policial e abordado os rapazes. "O fato dele não estar fardado não significa que ele não seja policial. Ele tem porte de armas, até aí foi tudo certo. Ele solicitou a viatura e, enquanto ela não vinha, tentou controlar a situação", conta o tenente-coronel.

Os rapazes entraram na viatura policial e, juntamente com Nabozny, foram encaminhados até a delegacia para fazer um termo circunstanciado - onde cada um relata o que teria acontecido no local. "Foi registrado ameaça, injúria e importunação ao pudor, dentre outros acontecimentos. A Justiça é quem vai decidir o que será feito, seja com o policial ou com o as pessoas que foram conduzidas", conta João Jorge.

O 4º Comando Regional da Polícia Militar irá instaurar um procedimento administrativo interno para apurar os fatos. O tenente-coronel pede que os envolvidos, ou alguma outra testemunha, vá até a Polícia e oficialize um termo contando o que aconteceu no momento, para que os investigadores tenham mais informações a respeito do caso.

"O fato de não aparecer nenhum termo não quer dizer que não será instaurado o procedimento. Mas é importante que venham até aqui [4º Comando Regional da PM] e preste um termo para que se conste que o capitão tenha abusado da autoridade ou não. O que temos de concreto até agora é somente a imagem e um termo circunstanciado", declara o tenente coronel.

O processo deve demorar em torno de 15 para ficar pronto.

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