Coletores encontram seringa e sangue em lixo
Condomínio foi notificado sobre os problemas e pode até ter a coleta interrompida caso o problema persista

Condomínio foi notificado sobre os problemas e pode até ter a coleta interrompida caso o problema persista
Moradores do Residencial Moradas, em Ponta Grossa, podem enfrentar problemas na coleta de lixo por causa do descaso de alguns dos vizinhos. Coletores da Ponta Grossa Ambiental (PGA), empresa responsável pelo serviço na cidade, já encontraram vários materiais não-coletáveis, como garrafas, cacos de vidro e até mesmo seringa e ampolas com sangue, resíduos oferecem risco aos trabalhadores que coletam o lixo.
Nesta terça-feira (25), responsáveis pelo condomínio receberam um ofício da PGA informando que a coleta pode ser interrompida caso esse tipo de situação volte a ser registrada – não é a primeira vez que esse tipo de material é encontrado no lixo dos moradores, como a própria subsíndica Luciana de Oliveira explica. “Já encaminhamos inúmeros informativos para os moradores, mas não resolveu o problema porque alguns continuam descartando material impróprio”, explica.
A subsíndica também conta que um coletor já se machucou por causa dos cacos de vidro e afirma que o condomínio já está sem coleta desde segunda-feira (25), embora a PGA negue que haja qualquer suspensão de atendimento no município. “Como eles já não recolheram o lixo do fim de semana que foi colocado na segunda-feira, precisamos trancar a lixeira porque já está lotada, por isso os moradores estão revoltados”, argumenta.
Ainda segundo Luciana, um técnico de segurança do trabalho esteve nesta terça no condomínio para verificar a situação do lixo e, novamente, encontrou garrafas de vidro e cacos de vidro descartados de maneira incorreta. O maior problema, segundo Luciana, é que é praticamente impossível descobrir quem está cometendo a irregularidade. “São 634 casas no condomínio, está faltando conscientização dos moradores. A PGA já veio numa reunião, já mandamos informativos para todos os moradores, mas não adiantou nada”, completa a subsíndica.
Ofício
No documento entregue por representantes da PGA aos responsáveis pelo Residencial Moradas, a empresa relata que “estamos tendo dificuldades ao coletar o lixo do seu condomínio, pois a maneira como o mesmo está sendo acondicionado está inapropriada. Durante a coleta, está sendo encontrado embalagens contendo resíduos perfurocortantes e contaminantes”. Entre esses resíduos, a empresa cita “caco de vidro, garrafas quebradas, seringas com agulhas e ampolas contendo sangue”, complementando que “este tipo de resíduo não pode ser descartado como lixo convencional, pois pode oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente”.
No ofício, a PGA ainda ressalta que esta não é a primeira notificação entregue ao condomínio, destacando também que “caso não haja uma adequação imediata, será aberto uma notificação na Prefeitura Municipal”. “Pedimos sua colaboração para que tome as medidas corretivas imediatamente ou infelizmente a coleta poderá ser interrompida”, apresenta o documento.
A PGA
Em nota, a PGA garante que a coleta está acontecendo normalmente de acordo com a programação normal, “não havendo qualquer tipo de suspensão ou interrupção na prestação de serviço de qualquer gerador ou ponto de coleta”. A empresa ainda esclarece que nos casos em que os resíduos de saúde são encontrados nos locais destinados à coleta da PGA, os problemas “são tratados diretamente com os locais de geração, através de orientação e registro dos problemas identificados”.
A empresa responsável pela coleta frisa ainda que “os resíduos de serviço de saúde devem ser encaminhados diretamente aos postos de saúde municipais, os quais possuem coleta específica desse resíduo, que é coletado em caminhões especiais e encaminhado para tratamento e posterior destinação final”.





















