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Juíza remarca audiência sobre desvio de verba para 2015

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A juíza Poliana Maria Cremasco Fagundes Cunha remarcou para o dia 29 de janeiro a audiência sobre o desvio de R$ 2,3 milhões da Câmara de Ponta Grossa. O cancelamento da sessão, na tarde desta sexta-feira, aconteceu devido à ausência de duas testemunhas.

A audiência faz parte da ação civil pública que, desde 2009, apura a possível responsabilidade de nove pessoas. O processo foi movido pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MP), após denúncia contra o ex-servidor Rodrigo de Paula Pires pelo rombo milionário nos cofres da Câmara.

Réu confesso, Pires foi condenado criminalmente em 1ª instância pela movimentação ilícita dos recursos públicos. Agora, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa investiga se houve culpa dos demais servidores que atuaram entre 2004 e 2009 no Legislativo – período em que Pires realizou os desvios.

De acordo com a magistrada Poliana, o processo está na reta final e a sentença deve sair em março do próximo ano. Ao todo, onze testemunhas integram o processo. A juíza preferiu não comentar detalhes sobre a ação, que se arrasta há cinco anos na Justiça.

O processo surgiu após uma sindicância instaurada pela própria Câmara levar a denúncia da movimentação suspeita ao MP, em 2009. Segundo apurou a Promotoria de Justiça, entre 2004 e 2009, documentos eram fraudados por Pires para ocultar a subtração dos recursos públicos depositados na conta da Caixa Econômica Federal, sob a titularidade do Poder Legislativo.

Pires foi denunciado por peculato doloso à 2ª Vara Criminal de Ponta Grossa e condenado, em 2010, a oito anos de detenção, em regime fechado. A Justiça concluiu que o ex-servidor agiu sozinho nos desvios milionários. Apesar da sentença, o processo segue tramitando no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), que analisa um recurso de Pires.
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